Williams pode ser vendida após fim de contrato com patrocinador

1 de junho de 2020

Por Robério Lessa – Não é de hoje que a Williams, uma das mais tradicionais equipes da Fórmula Um,  passa por dificuldades financeiras e nem de longe repete os resultados que a colocaram como protagonista e que não passa de uma coadjuvante enquanto sobrevive com a venda de vagas em seus carros.

Nessa última semana, mais uma notícia revelou a fragilidade da escuderia britânica que teve sua última vitória em 2012, com o venezuelano Pastor Maldonado. Na última sexta (29) fora anunciado o rompimento com a a empresa de telecomunicação chinesa ROKiT, uma das principais patrocinadoras. No dia seguinte (sábado 30) a  direção da Williams informou que existe a possibilidade de venda da equipe.

Em 2019 o prejuízo financeiro da Williams ficou na ordem de 13 milhões de libras, algo em torno dos  R$ 85 milhões, além de ter  encerrado a temporada com um único ponto, na última colocação no Mundial de Construtores. Hoje sua dívida, impulsionada pela crise econômica gerada pela pandemia do COVID-19 é estimada em 50 milhões de libras, cerca de R$ 328 milhões.

Confira o texto do comunicado da Williams assinado pelo CEO Mike O’Driscoll:

“Os resultados financeiros de 2019 refletem o recente declínio na competitividade da operação de F1 e a consequente redução na receita de direitos comerciais. Após quatro anos de um desempenho muito sólido no campeonato de construtores, durante o qual conquistamos dois terceiros e dois quintos lugares, passamos por duas temporadas muito difíceis. Implementamos uma reestruturação significativa nos últimos nove meses e fortalecemos a equipe de liderança técnica”.

Fundada em 1977 por Francis Williams e Patrick Head, a Williams conquistou 9 títulos de construtores e sete de pilotos. Sua ligação com o Brasil é forte. Foi correndo no Williams número seis que  Nelson Piquet conquistou,  em 1987, seu terceiro título mundial. Motivado pelos resultados dos anos 1990, Ayrton Senna assinou contrato para a temporada de 1994 quando faleceu em um acidente no circuito de Imola. Também passaram pelo time inglês Antônio Pizzônia, Rubens Barrichello e Felipe Massa. Em 2020, George Russell e Nicholas Latifi devem defender as cores da escuderia. O último título da Williams foi em 1997 com Jacques Villeneuve.

Foto: Williams Racing/Divulgação.

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