F-1 já tem piloto chinês

16 de novembro de 2021

Acompanhe mais uma coluna do  jornalista Wagner Gonzalez, editor da Revista Curva 3.

Wagner fala sobre o sobre a entra do chinês Guanyu Zhou na F1 e muito mais.

A estreia de um piloto chinês na F-1 era inevitável e um acordo envolvendo dois dos maiores grupos automobilísticos do mundo contribuiu para formalizar essa novidade. A equipe Alfa Romeo-Sauber anunciou esta manhã que Guanyu Zhou será o companheiro de equipe do finlandês Valtteri Bottas em 2022. Zhou, que foi vice-campeão da F-2 FIA, categoria de acesso ao Campeonato Mundial de Pilotos, é uma das apostas da academia de pilotos da Alpine e vai ocupar a última vaga que ainda estava em aberto para 2022. A marca italiana faz parte do conglomerado Stellantis, que congrega marcas como Alfa-Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, Fiat, Jeep, Peugeot e RAM e tem ligações próximas com a Ferrari. A Alpine é o pilar esportivo e de competição da nova estrutura do grupo Renault, que também opera as marcas Renault e Dacia e outro voltado à mobilidade.

É indiscutível que Guanyu Zhou, que nasceu em Xangai no dia 30 de maio de 1999, tem capacidade para chegar à principal categoria do automobilismo mundial. Mais do que isso, ele conta com dois recursos importantíssimos na carreira de pilotos que almejam percorrer o mesmo caminho: tem bom suporte financeiro e representa um mercado com mais de um bilhão de habitantes e é uma das lideranças da economia mundial.

“Zhou é um piloto talentoso e estamos confiantes que ele formará uma bem-sucedida parceria com Valtteri Bottas em 2022. Igualmente, estamos ansiosos para receber os novos fãs chineses que apoiarão nossa equipe”, comentou Frédéric Vasseur, o diretor do time baseado em Hinwil, arredores de Zurique.

A equipe Alfa Romeo-Sauber é atualmente administrada por um consórcio de investidores suecos e tem no seu histórico a tradição de abrir as portas da F-1 para  grandes pilotos, entre eles o finlandês Kimi Räikkönen e o brasileiro Felipe Massa. As ligações de Zhou com os italianos, porém, não são inéditas: ele estreou no automobilismo europeu disputando os campeonatos Italiano e alemão de F-4 de 2016 pela equipe Prema e entre 2017 e 2019 fez parte da Academia de Pilotos da Ferrari; em 2020 foi adotado por programa similar da Alpine, onde o brasileiro Caio Collet é um das grandes apostas da marca francesa. Zhou está consciente do impacto que sua estreia na F-1 representa para o seu país:

“É um privilegio estrear na F-1 em uma equipe tão icônica e que já lançou tantos pilotos jovens na categoria. Ser o primeiro piloto chinês a competir na F-1 é um avanço para o automobilismo do meu país. Sei que que vou carregar o sonho e as esperanças de muita gente e isso é uma motivação para melhorar e conseguir melhores resultados.”

Ele vai substituir o italiano Antonio Giovinazzi, que estreou na categoria em 2017; desde então marcou 19 pontos no Campeonato Mundial em campanhas de resultados irregulares.

Alpine anuncia australiano

Oscar Piastri (E) e Caio COllet snao duas apostas da Alpine para a F-1 (Alpine) Oscar Piastri (E) e Caio Collet são duas apostas da Alpine para a F-1 (Alpine)

Outro piloto da Academia Alpine também foi confirmado como participante da temporada de 2022 da F-2: o australiano Oscar Piastri será o piloto reserva da dupla Fernando Alonso e Estebán Ocón. As chances de ser promovido a titular em 2023 dependem em grande parte da decisão do espanhol, que retornou à F-1 este ano, disputar uma terceira temporada.

Assim como  a Alfa Romeo-Sauber, que terá dois pilotos novos no ano que vem, a  equipe Alpine está em processo de reorganização e há rumores que o italiano Davide Brivio vai retornar ao motociclismo e será substituído por Otmar Szafnauer, atual diretor de operações da Aston Martin. Brivio foi o líder da campanha que garantiu à Suzuki o título de campeã da Moto GP em 2020; por seu lado, no processo de expansão da marca inglesa Szafnauer teria se sentido desprestigiado com a contratação de Martin Witmarsh como seu superior.

McLaren desmente que foi comprada pela Audi

A McLaren divulgou comunicado oficial negando que a empresa tenha sido comprada pela Audi. A notícia foi publicada pela revista inglesa Autocar e foi posteriormente retirada do site a pedido da equipe de F-1. A mudança do regulamento previsto para 2026 voltou a aquecer os rumores de que a Audi e outras marcas do grupo VW entrarão na categoria. Há décadas a possibilidade do conglomerado alemão é dada como certa…

Fotos: Alfa Romeo/Fórmula2/Alpine.

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