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As mudanças na F1 para a temporada de 2022

Acompanhe a análise do jornalista Wagner Gonzalez, editor da Revista Curva 3.

Olá, amigos do Carros e Corridas!

Além de novos carros e pneus, a Fórmula 1 tem mudanças na direção de equipes.

Em meio a um misto de instabilidade organizacional e tranquilidade financeira a F-1 2022 terá este ano uma temporada com inúmeras alterações técnicas e um calendário inédito de 23 etapas. Das novidades técnicas a mais importante são os primeiro novos carros desde 2020 e o uso de pneus de aro 18”, alterações que deixaram de ser adotadas no ano passado por um ano por causa da pandemia. O calendário de atividades inicia dia 23 de fevereiro, quando as 10 equipes inscritas no campeonato mundial começam três dias de testes em Barcelona (Espanha). Essa agenda se repete entre 10 e 12 de março, no circuito de Sakhir, no Bahrain (foto de abertura/Alpine), onde o campeonato começa uma semana depois. Nenhum brasileiro participa da temporada na condição de piloto titular: Pietro Fittipaldi, no entanto, se mantém como piloto reserva da equipe Haas, onde correm o alemão Mick Schumacher e o russo Nikita Mazepin.

A instabilidade organizacional mencionada acima reflete o recente desligamento de Otmar Szafnauer, um romeno criado nos Estados Unidos, onde se formou como engenheiro elétrico pela Wayne State University, em Detroit. Depois de trabalhar na Ford entre 1986 e 1998, ele assumiu o posto de diretor de operações da British American Race, equipe que sucedeu a Tyrrell. Após mudanças nesse time, Szafnauer passou pela Honda e mais tarde desenvolveu o software da F-1 que informa os tempos dos carros e sua posição na pista.

No final de 2009 ele foi incorporado à Force India, onde foi peça importante para que a equipe conseguisse resultados de destaque apesar do orçamento limitado. Quando Lawrence Stroll assumiu o controle da equipe, hoje conhecida como Aston Martin, iniciou-se uma reorganização interna que incluiu a contratação de Martin Whitmarsh. A chegada do ex-diretor da McLaren não teria sido aceita com pompa e circunstância por Szafnauer, que desde o segundo semestre de 2021 teve seu nome ligado à Alpine. O time francês passa por mais uma fase de reestruturação e tem tudo para ser seu novo endereço na F-1, onde ele substituiria o italiano Davide Brivio, que deve retornar para o circo da MotoGP.

Em função das alterações de calendário e das implicações econômicas impostas pela pandemia da Covid 19 em 2020, as alterações técnicas previstas para 2021 foram postergadas para este ano e os carros ficaram praticamente inalterados em relação à temporada anterior. Em 2022 chegam os pneus de aro 18”, que terão 720 mm, contra os 660 mm dos modelos usados nos últimos anos; com o novo diâmetro a refrigeração dos discos de freios será beneficiada. Os apêndices aerodinâmicos terão menos elementos e formas que reduzirão a turbulência enquanto as estruturas do chassi terão maior capacidade de absorção de impactos (48% a mais na seção frontal e em batias frontais e 15% na traseira), além de novas especificações no acoplamento entre o motor e a célula de sobrevivência, onde estão o tanque de combustível e o cockpit.

Outro ponto comentado nos últimos dias diz respeito à saúde financeira das equipes. O norte-americano Zak Brown, diretor da McLaren, comentou recentemente que “o mercado de compra e venda dos times da categoria está favorável aos atuais proprietários e ninguém parece disposto a vender…” Isso vai contra especulações que ligaram o brasileiro Ronaldo Nazário como possível investidor na equipe Haas, onde o pai do piloto Nikita Mazepin tem interesses que vão além da presença do seu filho e do substancial patrocínio que garante à essa operação.

Até mesmo a Williams, que tem amargado tempos difíceis em função de um ciclo que envolve poucos recursos e resultados fracos, parece viver dias felizes. Na semana passada a equipe ganhou a causa que moveu contra a norte-americana Rokit, com quem rompeu um acordo de patrocínio depois de atraso nos pagamentos devidos entre 2019 e 2020. Ao que tudo indica, o time de Grove deverá receber US$ 35 milhões de ressarcimento.

O calendário da F-1 para 2022:

20/03 – Sakhir, Bahrain
27/03 – Jeddah, Arábia Saudita
10/04 – Melbourne, Austrália
24/04 – Ímola, Emilia-Romagna
08/05 – Miami, Miami
22/05 – Barcelona, Espanha
29/05 – Mônaco, Mônaco
12/06 – Baku, Azerbaijão
19/06 – Montreal, Canadá
03/07 – Silverstone, Grã-Bretanha
10/07 – Spielberg, Áustria
24/07 – Paul Ricard, França
31/07 – Budapeste, Hungria
28/08 – Spa, Bélgica
04/09 – Zandvoort, Países Baixos
11/09 – Monza, Itália
25/09 – Sochi, Rússia(CANCELADO)
02/10 – Marina Bay, Cingapura
09/10 – Suzuka, Japão
13/10 – Interlagos, São Paulo
23/10 – Austin, EUA
30/10 – Cidade do México, México
20/11 – Yas Island, Abu Dhabi

Fotos: F1.com

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