Por Robério Lessa – Fortaleza (CE) recebeu nos dias seis, sete e oito deste o oitavo Salão Itinerante das Motopeças, organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças (Anfamoto) no Centro de Eventos do Ceará, Salão Jericoacoara – Pavilhão Oeste.
A capital cearense constitui hoje em um dos mais importantes pontos do setor de motos e peças, e o crescimento nas vendas é apontado por Orlando Leone, presidente da Anfamoto, como um dos mais promissores mercados do país.
Leone lembra que “O Nordeste, sobretudo o Ceará ainda têm muito que crescer. Se formos ver o cenário do Ceará, de setembro de 2009 para 2014 o número de motocicletas saltou de 560 mil unidades para 1.113.009, a maior frota de motocicletas da região Nordeste”, salienta. Com a terceira maior população no Nordeste, atrás da Bahia e de Pernambuco, os números ratificam a aposta do dirigente.
Com todo esse crescimento um ponto não poderia ficar de fora do salão, a segurança. Vários estandes, dentre os 40 expositores, representando mais de 100 marcas ligadas ao mercado de motopeças e acessórios, tinha o quesito como um de seus destaques como apurou a reportagem do Carros e Corridas.
Um desses estandes é da Motovisão, empresa fundada em setembro de 2003 em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (PR), dedicada à produção de viseiras e acessórios. Juliano varela, diretor comercial da marca, lembra que o primeiro item básico de segurança é o capacete, e esse precisa dar uma boa visão ao motociclista, daí a necessidade de ter a viseira em ordem, pois evita entrada de algum detrito que provoque danos ao condutor, ou em caso de riscos, atrapalhe a visão.
Com 100 mil peças produzidas por mês, a Motovisão entrega ao mercado viseiras para todos os modelos de capacete com custo de R$ 3,00 a R$ 20,00 dependendo do modelo. “Nós temos uma grande linha e nos preocupamos muito com o modelo popular, que é mais requisitado pelos que usam a moto como fonte de renda. Pode parecer menos, mas a viseira é de fundamental importância para o condutor, ele precisa ver bem o que se passa à frente e nos lados. Riscos e amassados diminuem o campo de visão, e não se pode economizar em segurança”, salienta.
Além das viseiras a Motovisão produz buchas para a balança, e para coroa, borrachas, rede elástica, cinta jugular de engate rápido, dentre outros.
Outra empresa presente no salão, a Comercial Motociclo, distribuidora de peças para todo o país, também dedicou bom espaço em seu estande para a segurança. Luvas, capacetes, jaquetas com cotoveleira e protetor de coluna embutidos, além da jaqueta airbag foram expostos. Com sede na Grande Vitória, região metropolitana do Espírito Santo, o Grupo Motociclo atua também no comércio exterior, armazenagem e distribuição.
Romildo Paiva, gerente de vendas, é um entusiasta da segurança e acredita que é preciso um engajamento de todos para diminuir os índices de letalidade e ferimentos graves envolvendo motociclistas. Ele lembra que houve um aumento da preocupação por parte dos motociclistas, mas que as empresas com grande frota de motos deveriam investir mais, já que o mercado tem colocado novos produtos para atender à essa demanda.
“Não adianta apenas termos os produtos e colocarmos no mercado. Hoje os equipamentos, como por exemplo, esse airbag da Helt, estão no mercado com preços competitivos. Nos preocupamos muito com a segurança do motociclista, sobretudo os que usam as motos mais populares de 150cc e 125cc, que corresponde o maior número de motos no mercado, no entanto, é preciso que a segurança seja algo pensado desde a empresa onde esses motociclistas trabalham. Todos devemos investir mais nesse ponto para diminuirmos as ocorrências”, afirmou.
Hoje um motociclista pode comprar uma luva de proteção mais trabalhada para evitar fraturas dos dedos a partir de R$ 110,00, e jaquetas de material sintético com proteção e impermeabilidade por R$ 300,00. A jaqueta airbag da Helt, uma aposta da Motociclo, dependendo da região do país, pode ser encontrada por R$ 800,00.
Se o tema é segurança, ninguém menos que um piloto de motovelocidade pode comprovar o avanço dos equipamentos. José Duarte, único representante do Ceará no Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, o Moto1000 GP, integrante da equipe Etrella Galicia 0.0, by Alex Barros, e que disputa a competição na categoria GPR 250cc, ficou impressionado com a qualidade dos equipamentos de segurança.
Em visita à feira, ele avaliou como fundamental o motociclista andar bem equipado.
“Eu fiquei impressionado com tanto equipamento de qualidade aqui exposto. Não me refiro apenas ao capacete, que precisa ser o primeiro item bem escolhido, onde não se pode economizar, já que ele vai evitar o choque contra a cabeça. Eu já caí durante as corridas, e sei da necessidade de estar bem protegido, por isso indico aos amigos motociclistas que invistam em uma jaqueta, uma cotoveleira, joelheira e boas luvas. Nós que andamos de moto, no meu caso nas pistas, precisamos dessa segurança, pois somos mais expostos, e no trânsito, ao contrário das corridas, tem outros carros, postes e pessoas”, afirmou o piloto.
Pai de José Duarte, e também piloto e motociclista, Wagner Duarte endossou as palavras do filho. “Eu reitero tudo o que disse o Duarte, mas lembro que além de estar equipado, é preciso ter uma postura defensiva, sem se expor e sair por aí costurando os carros. Incomoda-me ver gente em cima de motos descalça, de calção e camiseta. Uma queda no asfalto pode até arrancar um dedo, e isso representa uma porta para infecção ou problema maior. Não é custo a segurança, é investimento, nossas vidas não têm preço”, ressaltou Wagner.
Texto e Fotos: Robério Lessa
2007-2015 – carrosecorridas.com.br – Todos os direitos reservados – Proibida a reprodução sem autorização.




