Nem um pneu furado na última etapa do Rally dos Sertões tirou o brilho da participação do jovem piloto Rafael de Souza Martinez-Conde no certame. Filho do bicampeão Amable Barrasa, Rafael ao lado do navegador José Papacena e do co-piloto Leandro Mota levou a Equipe Autoliner ao pódio do rali, com a 2ª posição da categoria caminhões leves, mesma colocação na geral entre os caminhões. Após percorrer 4.041 quilômetros em 10 dias de disputa, o trio cruzou a linha de chegada feliz com o resultado conquistado, e a certeza de estar no caminho certo.
Nesta sexta-feira, as equipes largaram de Sobral, no Ceará para a último dia de competição, com destino a Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Foram percorridos os últimos 271 quilômetros do rali, sendo 86 quilômetros de trechos cronometrados. Ainda no quilômetro 65 da especial, o trio da Autoliner foi obrigado a parar para trocar dois pneus furados do Ford F4000 da equipe. Ainda assim, Rafael analisou de maneira positiva sua primeira participação no segundo maior rali do mundo.
“Hoje na especial tivemos dois pneus furados, e infelizmente forfetamos (não completaram no tempo previsto), mas terminamos com o segundo lugar na geral entre os caminhões, e considero como uma boa participação no Sertões. Dos competidores que largaram em Goiânia, muitos ficaram pelo caminho, e eu como estreante consegui chegar, com muita superação e força de vontade”, comemorou Rafael, de apenas 24 anos.
Para Rafael, contar com o apoio de seu pai foi fundamental na disputa, já que Amable teve que abandonar a disputa do rali ainda na 7ª etapa quando teve problemas a bordo de seu caminhão Ford Cargo 1722e. “Meu primeiro Rally dos Sertões foi muito duro, mas prazeroso de fazer. E ter meu pai como chefe de equipe me ajudando, além da experiência do José Papacena, foi muito bom, minha estreia não poderia ter sido melhor”, completou.
Papacena comemorou mais um rali completado com sucesso. “Hoje tivemos problemas com pneus, e com isso, perdemos algum tempo. Para conseguir levar o título, dependíamos do nosso adversário, o que não aconteceu. Mas isso é rali, uma competição dura, mas cheia de emoções. O Rafael aprendeu e amadureceu muito, posso dizer que ele tem potencial para ser um piloto de ponta”, disse.
Fotos: Haroldo Nogueira e : José Mário Dias/Shez – Divulgação.





