Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Quero começar a coluna de hoje enviando um grande abraço para todos os amigos que me honram com a leitura e as mensagens constantes através do meu e-mail press@heliocastroneves.com. É isso aí pessoal, muito obrigado.
Como vocês puderam ver no domingo, a prova do IZOD IndyCar Series, em Toronto, foi bem positiva sob vários aspectos. É claro que corrida boa é aquela que a gente ganha. Essa é grande verdade, assim como Qualifying bom é aquele com a conquista da pole. Mas, como tudo na vida, não é toda hora que a coisas funcionam 100%, então, o negócio é fazer saborosas limonadas com os limões que, às vezes, teimam em cair no nosso colo.
Toronto é um circuito de rua bem difícil. São poucos os pontos de ultrapassagens e você está sempre “pendurado” nos freios por causa das curvas fechadas. O lugar é lindo, mas normalmente é uma corrida com um grande número de bandeiras amarelas, “engavetamentos” e tudo o mais.
Quando se tem pela frente uma disputa com essas características, a estratégia passa pelo grande número de paradas, sempre aproveitando esses momentos de bandeira amarela. Para que isso aconteça de maneira eficiente, há a necessidade de economizar pneus desde o primeiro treino livre. Não adianta sair gastando tudo o que se tem e ficar com as “mãos abanando” na hora H.
O regulamento da IndyCar reserva para cada carro oito jogos de pneus para todo o final de semana, numa prova de rua como a de Toronto. É a partir daí que a matemática acontece. Só que a prova desse ano fez “picadinho” das estratégias porque o número de acidentes foi pequeno e foram somente três amarelas, contra oito em 2011 e seis em 2010.
Acho que as asas laterais do novo DW12 contribuíram para isso, pois elas impedem que as rodas se intercalem e haja aquela decolagem de carros. Bom, Fiz a minha primeira parada na volta 26 e a outra só veio a acontecer na 54ª. Para uma prova de 85 voltas e com todo mundo andando junto, uma terceira parada só seria viável numa segunda amarela. E cadê que ela veio? Quer dizer, veio, mas bem tarde.
Se a primeira foi na volta 24 com o acidente do Graham Rahal, a outra só surgiu 55 voltas depois, provocada pelo Josef Newgarden. Entenderam por que eu disse que veio tarde? Faltando seis voltas para a bandeirada (teve ainda uma terceira, na volta 82), o jeito foi manter aquele ritmo de economia pneu ao máximo – e combustível também – para conseguir chegar ao final. Na verdade, essa tática começou a ser adotada lá atrás, quando a gente percebeu que a prova não ia “amarelar”. Foi o que fiz. Terminei em 6º, agora estou em 3º no campeonato e numa boa e aberta luta pelo título. Valeu, pessoal, e vamos que vamos!
*Coluna publicada originalmente no jornal Metro, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
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Fotos: Castroneves Racing/Divulgação.




