O calor não deu trégua, e logo na largada a temperatura da pista já estava em 40º. O clima era apenas uma prévia de como seria agitada a oitava etapa da temporada 2012 da Stock Car, que marcou o retorno da categoria a Cascavel, depois de 20 anos. A disputa teve os pneus como o centro das atenções, que devido ao calor, formavam bolhas e estouravam. Para a Hot Car Competições (Bardahl / Promax) o resultado teve um saldo de 50%. Diego Nunes, que largou do 26º lugar, avançou 15 posições e ficou em 11º. Somou 10 pontos e agora está em 17º com 44. Eduardo Leite saiu do 23º posto e tinha ritmo forte, até bater forte em Giuliano Losacco e abandonar a disputa. A prova foi vencida por Valdeno Brito (Shell Racing).
Neste domingo (16) a equipe Hot Car voltou a pontuar na principal categoria do automobilismo nacional. Depois de sofrer com o acerto dos carros durante os treinos e na classificação, o time comandado por Amadeu Rodrigues, mostrou que está competitivo e colocou um de seus pilotos na zona de pontuação, e por pouco não ficou entre os top-10. Diego largou em 26º (já que Antonio Pizzonia que era o 18º foi desclassificado por irregularidades técnicas), e fez uma corrida de recuperação, para terminar na 11ª colocação. O resultado fez o paulista de 26 anos subir uma posição na tabela. Diego Nunes ocupa o 17º lugar com 44 pontos.
“Na corrida os nossos dois carros estavam bons, e prova disso foi o grande resultado do Diego (Nunes), que largou lá atrás e chegou em 11º. E era para ser ainda melhor, não fosse um pneu furado – não por causa do calor, mas devido aos detritos de carros na pista -, dava para chegar mais à frente, acredito que em sexto. Estes foram os 50% positivos do fim de semana. O ruim foi o Edu (Leite) ter dado a infelicidade de bater e abandonar. Mas, do jeito que foi não dava para fazer nada”, contou o chefe da equipe Amadeu Rodrigues.
O dono do carro #16 contou que fez uma prova pensada, visando apenas a zona de pontuação. “Eu fiquei na largada, por causa da poeira e preferi não avançar, porque a visibilidade era ruim e tinha chance de bater, conservei o equipamento. Depois, como eu sabia que tinha um carro bom, fui buscando as posições. Soube usar os pushs nas horas certas e consegui esse resultado, importante para a classificação”, relatou o piloto Diego Nunes.
Eduardo Leite lamentou a batida em Giuliano Losacco na décima volta e acredita que se não fosse isso, teria conseguido ficar entre os top-10. “Estou muito triste, porque a gente cuida do carro e acontece isso. Mas na hora, tinha muita poeira e não tinha como desviar. É uma pena, porque eu vinha bem, era o 14º e o equipamento estava bom. Tinha chances de ficar entre os dez. A gente fica chateado, mas pelo menos está tudo bem comigo e com o Giuliano. Isso é o mais importante”, comentou Edu, bastante chateado, que continua em 29º com 10 pontos.
Os pilotos Eduardo Leite e Giuliano Losacco passam bem, depois do susto. Ambos foram ao posto médico do autódromo, apenas para constatar que não havia qualquer problema.
Texto: Divulgação
Foto: Vanderley Soares/Divulgação.




