O carioca Cacá Bueno deu um passo gigantesco rumo à conquista do pentacampeonato da Stock Car ao conquistar a pole da Corrida do Milhão, 12ª e última etapa da temporada de 2012. O líder do campeonato chega à batalha final com 10 pontos de vantagem sobre os mais diretos perseguidores e levou ampla vantagem sobre os três vices, já que Ricardo Maurício partirá em 4º, Daniel Serra em 5º e Átila Abreu será apenas o 11º no grid do Autódromo de Interlagos. Ainda que um deles ganhe a prova com pontuação dobrada, Cacá será campeão com um 4º lugar. A corrida pagará a maior dotação do automobilismo brasileiro e começará às 9h35, com transmissão ao vivo pela TV Globo.
Embora esteja muito próximo de se descolar de Paulo Gomes como o segundo maior nome da categoria, atrás apenas de Ingo Hoffmann e seus 12 títulos, Cacá não foi o único a brilhar no sábado de calor intenso no circuito paulistano com a quarta pole do ano. A exemplo da prova anterior em Brasília, Rubens Barrichello voltou a chamar a atenção ao cravar o 8º tempo da segunda sessão classificatória e subir uma posição com a punição aplicada a Ricardo Zonta. Foi ainda o melhor dos astros convidados, superando Tony Kanaan, Hélio Castroneves e Rafa Matos.
Visivelmente contente e fazendo questão de abraçar todos os mecânicos, Barrichello disse que não ficou surpreso com o resultado. “Foi trabalho também. Tem muita coisa de confiança, muito do que a equipe me proporcionou para que eu pudesse estar aqui hoje. Digo com muito orgulho que estou feliz pela posição em que estou porque a Stock Car é uma categoria muito competitiva. E após três provas, depois de tudo o que aprendi, elas modificaram totalmente meu modo de guiar, meu pensamento. Vejo o que o Helinho está sofrendo com essa primeira, o Tony já sabe um pouquinho mais. Mas foi um salto de qualidade do momento em que comecei para hoje”, comentou Rubinho, que estreou em Curitiba, mas sempre considerou as duas primeiras corridas como preparação à Corrida do Milhão.
Barrichello, no entanto, reconhece que a parte mais pesada do fim de semana ainda está por vir. No Distrito Federal, se viu envolvido em toques logo depois da largada. E admite que ainda está em processo de adaptação. “A velocidade chegou muito rápido. A coisa mais difícil do aprendizado é saber colocar o carro na posição e na hora ideal. Em Brasília, fui tentar uma ultrapassagem por fora, o que é uma coisa que acontece no fórmula, é uma possibilidade aqui, mas não se meta muito que você toma uma portada. E falo isso com tranquilidade, porque é um aprendizado meu. Então, a corrida é mais difícil do que a classificação, não tenha dúvida”, concordou. “Meu objetivo é chegar entre os 10 primeiros, mas com meu carro limpo, com a marca dos meus patrocinadores.”
O forte calor que vem castigando pilotos e equipamentos desde a abertura da pista na quinta-feira para os treinos extras dos pilotos convidados já está sendo absorvido por Barrichello, cujo companheiro Xandinho Negrão partirá em 25. “Acho que é também uma coisa de costume. Sofri no começo, agora o corpo acostuma um pouco mais. No meu treinamento, fui um pouco mais à sauna e isso ajuda a suar da maneira como tem que ser. A gente fala em tom de brincadeira, mas é a piura verdade. Basta ver a cara do Helinho e do Tony quando saíram do carro na primeira vez.”
Barrichello acredita que o cobiçado combustível financeiro não influenciará o modo como os pilotos vão encarar a corrida. “Ganhará aquele que conduzir melhor a prova. Você pensa no milhão nas duas últimas voltas quando está liderando uma prova”, afirmou. Para Rubinho, que prometeu definir seu futuro nas pistas antes do fim do ano, Cacá Bueno tem tudo para conservar a coroa de campeão da Stock Car.
Fotos: Miguel Costa Jr./Divulgação.




