Nem mesmo a combinação de um pneu dilacerado por rochas e um macaco que não funcionava atrapalhou a boa performance de Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin na segunda etapa do Sealine Cross Country Rally, terceira etapa da Copa do Mundo FIA de Cross Country que prossegue até sábado no Catar. Mais familiarizada com o percurso – que repetiu o usado ontem (quarta, 18) -, a dupla do Divino Fogão Rally Team foi a melhor da categoria T2 e a décima-segunda na classificação geral da prova. Com o resultado de hoje os brasileiros recuperaram mais de 22 minutos em relação ao seus adversários diretos – os árabes Yahya Al-Helli e Khalid Al-Kendi – e abriram boa distância dobre a dupla russo-francesa formada por Vadym Nesterchuk e Laurent Lichtleuchter, que hoje tiveram vários problemas mecânicos. Apesar do bom resultado desta quinta-feira Varela está cauteloso para a etapa de amanhã:
“As informações que temos é a próxima etapa é no mais puro estilo “o bicho vai pegar”. Por isso teremos que pilotar com cuidado e dentro das limitações do nosso carro, que embora resistente não tem a preparação ideal para enfrentar de igual para igual a dupla árabe.”
A preocupação dos brasileiros decorre da preparação limitada do carro alugado em Dubai especialmente para disputar essa prova. Uma das surpresas proporcionadas pelo do equipamento aconteceu quando a dupla foi trocar o pneu rasgado por uma rocha: o macaco principal não funcionava… Após montarem o macaco reserva, bem menos eficiente, e substituir o pneus avariado Varela e Gugelmin tinham perdido mais de 11 minutos. A limitação do carro também foi notada de outra forma, como explica o navegador catarinense, cuja ocupação fora do cockpit é cuidar de uma empresa que comercializa equipamentos 4×4:
“Se os amortecedores montados nos quatro cantos de suspensão são eficientes e confiáveis, o fato da suspensão não ser devidamente reforçada limita muito a vontade meter o pé no porão. Por isso tenho que destacar que o Varela está fazendo um excelente trabalho em andar forte sem detonar a nossa viatura.”
Além de apontado como o mais difícil, o trecho de amanhã será o mais longo dos quatro dias de provas especiais: 358 km no sul do deserto do Catar. A especial começa no bivouac que serve de ponto de apoio geral de toda a competição e os carros partem na direção oeste até Abu Samra, daí para a região conhecida como Mar do Interior e em seguida retornam ao ponto de partida. Os organizadores escolheram para esse percurso longas retas por estradas de piso rochoso e poucas dunas, o que esigirá mais dos motores.




