O carioca Cacá Bueno (Red Bull) poderá se tornar neste fim de semana o terceiro tetracampeão em 33 anos de existência da Stock Car. Para se igualar em número de títulos ao lendário Paulo Gomes, um dos nomes mais importantes da história da categoria, o líder do campeonato tem de ganhar a corrida deste domingo no Autódromo Internacional Nelson Piquet (Brasília) e torcer para que o vice Max Wilson (RC) termine no máximo na terceira posição. O lendário Ingo Hoffmann é o recordista de conquistas – foi campeão 12 vezes.
Paulão é pai de um dos rivais de Cacá, que se agarra apenas às chamadas chances matemáticas para conservar um fio de esperança de chegar ao primeiro título na Stock Car. Com apenas 216 pontos e ocupando a oitava colocação, Marcos Gomes precisa vencer as duas provas restantes e contar com uma combinação tão improvável de resultados que prefere nem sonhar mais. “O que nos complicou foi a perda de pontos em Santa Cruz do Sul e a impossibilidade de descartar aquela etapa”, lamenta o piloto da Medley/Full Time Sports. Segundo colocado no interior gaúcho, Gomes ficou sem os pontos depois que os comissários técnicos verificaram que seu carro não tinha os três litros de combustível regulamentares depois da corrida. “Agora, só mesmo um milagre”, completa.
Cacá tem 255 pontos e tem uma vitória e um terceiro lugar nos playoffs. Caso vença e some mais 25 pontos, poderá aplicar o descarte obrigatório no encerramento do calendário, dia 6 de novembro no Velopark, e liquidar a fatura desde que Max não termine em segundo na Capital Federal. Com 248, o atual campeão é o único que poderia ainda ultrapassar o ponteiro na batalha final no Rio Grande do Sul.
Cacá e Max, no entanto, sofrem ainda a concorrência de Ricardo Maurício (RC), que aparece na terceira posição com 246. Os três são os últimos campeões da Stock Car – Maurício em 2008, Cacá em 2009 e Max em 2010, quando conquistou seu primeiro título por apenas um ponto de vantagem sobre o tri no fechamento do calendário em Curitiba. Cacá levaria vantagem numa eventual igualdade depois da 12ª e última etapa, já que o critério de desempate é o maior número de vitórias ao longo do ano – tem três contra nenhuma dos mais diretos perseguidores.
O que pode tornar os prognósticos ainda menos previsíveis é a perspectiva de mau tempo ao longo de todo o final de semana em Brasília. Choveu nesta quinta-feira, em meio aos trabalhos de montagem de boxes das equipes, e é enorme a probabilidade de os pilotos começarem a encontrar pista molhada na abertura dos treinos livres desta sexta-feira pelo anel externo do circuito do Distrito Federal.
Foto: Miguel Costa Jr./MF2/Divulgação.





