A Fórmula Um desembarca na Malásia para a segunda etapa do Mundial. O Grande Prêmio malaio é disputado no circuito de Sepang representa um bom teste para os novos carros e também os novos pneus, que enfrentarão um asfalto abrasivo e condições meteorológicas extremas, que variam de calor intenso até chuvas de monções.
Sepang é um circuito rápido, com uma velocidade média de mais de 210km/h na classificação e várias curvas de alta velocidade. As acelerações e a alta velocidade fazem a tração ser particularmente crucial.
Para lidar com essas condições extremas. A Pirelli, fornecedora oficial de pneus para a categoria, vai levar os dois pneus mais duros de sua gama. Assim, as equipes terão à disposição o P Zero Laranja (duro) e P Zero Branco (médio). Esses novos compostos tiveram aumentada a resistência e reduzida a degradação, preservando as mesmas características esportivas e o desempenho para melhorar o espetáculo de corrida.
Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli avalia a escolha dos pneus para a Malásia. “Vamos partir do asfalto liso em Melbourne para uma superfície altamente abrasiva na Malásia, e das condições relativamente frias do Albert Park para temperaturas muito mais altas, tanto do ambiente quanto da pista. Isto, obviamente, vai ser um grande desafio para os pilotos e seus novos carros, lembrando que ainda estamos no início da curva de aprendizagem. O tempo chuvoso nos treinos classificatórios na Austrália permitiu que as equipes experimentassem os novos pneus intermediário e de chuva, e esse conhecimento pode tornar-se muito útil em Sepang”, explicou Hembery.
Como a maioria das equipes prefere o set-up para alta pressão aerodinâmica, os pneus terão de lidar não só com elevadas cargas laterais, mas também com uma força equivalente a 830kg empurrando-os para baixo. Esta combinação desafiadora de forças leva à degradação térmica e mecânica.O pneu duro P Zero Laranja é um composto com uma ampla faixa de trabalho, adequado para as condições mais extremas, enquanto o médio P Zero Branco é um composto com extensão mais baixa de trabalho.
O mesmo serve para os pneus de chuva. A banda de rodagem do pneu traseiro foi redesenhada para melhorar a resistência à aquaplanagem em climas extremamente chuvosos, enquanto o composto do pneu para chuva forte foi ajustado para atender a uma gama mais ampla de condições. Agora ele pode drenar 65 litros de água por segundo a 300km/h: cinco litros a mais que no ano passado.
O pneu dianteiro esquerdo é o que mais se desgasta na Malásia, a temperatura da banda de rodagem do pneu sobre pode chegar a 120ºC. Em termos de energia de atrito, Sepang coloca a quarta maior demanda sobre o pneu dianteiro esquerdo durante todo o ano (depois de Silverstone, Barcelona e Suzuka ).
A chuva afetou a estratégia do ano passado, com os cinco melhores pilotos parando quatro vezes. Sebastian Vettel, da Red Bul, venceu a prova largando com os intermediários.
Fotos: Pirelli/Divulgação.




