O dia foi de fortes emoções para o piloto Pedrinho Virgínio. Além da vitória conseguida na terceira etapa do Campeonato Cearense de Superturismo, disputada na tarde deste sábado (29), no Autódromo Internacional Virgílio Távora, na cidade do Eusébio, ele se lembrou de seu maior incentivador e o responsável pela sua entrada no universo das corridas, o seu pai Pedro Virgínio.
Nesta data (29 de junho), se vivo estivesse, o ex-piloto, projetista, e engenheiro Pedro Virgínio, faria 63 anos. As lembranças do pai estão sempre presentes para o jovem piloto que herdou não só o amor pelas corridas, mas também a vocação de criar e projetar carros.
“Não dá para não lembrar dele. É impossível entrar neste autódromo e não pensar que ele sempre esteve ao meu lado fica até difícil falar, mas hoje é dia de alegria e, se ele estivesse aqui estaria feliz. Só tenho a agradecer a ele por tudo o que fez em minha vida”, disse o emocionado piloto.
Sobre Pedro Virgínio: O piloto, engenheiro e projetista Pedro Virgínio faleceu, aos 61 anos de idade, na noite do dia 13 de janeiro de 2012, no Hospital da Unimed, em Fortaleza (CE), onde se internara para tratamento de um câncer no intestino.
Pedro Virgínio, que também respondia pela direção técnica do Sistema Verdes Mares de Comunicação ficou conhecido pelas suas criações automotivas e pela sua atuação como piloto e dirigente no automobilismo cearense.
Em 2011, após 10 anos sem pilotar ele voltou a entrar no cockpit de um carro de corrida (um Fórmula V1. 8) no dia 10 de junho daquele ano.
Pedro Virgínio deixou uma lacuna no automobilismo cearense e brasileiro. Pedro Virgínio era um apaixonado pelo que fazia. Engenheiro por formação, piloto e construtor de carros de corridas por devoção. Foi responsável pela criação de inúmeros carros, dentre eles um bugy, o Buzio, que a foi usado na TV Globo durante a gravação da novela Tropicaliente, rodada no litoral cearense.
A sua segunda criação, o Cucaracha, chamava a atenção pelo desenho semelhante aos esportivos da década de 1980 onde a importação de modelos esportivos era dificultada.
A genialidade de Pedro Virgínio foi reconhecida nacionalmente e até o tricampeão mundial de Fórmula Um, após conhecer seus carros, decidiu que ele seria o criador dos protótipos Espron para a categoria que Piquet decidira implantar, assim, os carros cearenses fizeram a abertura de duas etapas da Fórmula Um no Brasil na década de 1990.
Pedro Virgínio também criou outros carros de passeio, bugys, e vários carros de corrida como o CTM, e o Superturismo, recentemente encampava a criação de um carro esportivo.
Fotos: Robério Lessa e Justino Jr.





