A Fórmula Truck viveu nesta sexta (1º) um dos dias de treinos mais equilibrados de sua história. Os três pilotos mais rápidos na programação que abriu a disputa do GP Petrobras, quarta etapa do Campeonato Brasileiro, terminaram as sessões livres separados por um centésimo de segundo. A volta mais rápida do dia no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, foi do paranaense Leandro Totti, da ABF Racing Team.
Totti, que compete com um Mercedes-Benz, cobriu os 3.835 metros do circuito em 1min47s253, tempo apenas 13 milésimos de segundo mais rápido que o de Leandro Reis, piloto de Goiânia que colocou seu Scania na segunda posição no resultado geral dos treinos. O paulista Roberval Andrade, primeiro colocado na sessão disputada pela manhã, fechou o dia em terceiro lugar com o Scania da Ticket Car Corinthians Motorsport, a 0s016 do líder.
“A gente já tinha um caminhão muito bom, e ele agora está bem mais competitivo”, comemorou Totti, citando modificações feitas na suspensão. “O caminhão correspondeu, vamos ter uma boa condição para brigar pela pole e pela vitória. É claro que o primeiro e o segundo treino não são uma referência tão confiável, muita gente vai melhorar, mas melhorou muito. Só que vai ser bem difícil. Hoje, por exemplo, tivemos quase um empate triplo”.
Reis, quinto mais rápido no primeiro treino, reforçou a expectativa de que a primeira vitória possa ser comemorada diante da torcida goiana. “Nós estamos tentando, batalhando para isso. O caminhão está muito bem acertado. Eu esperava virar um pouquinho mais baixo, pode ser pneu, ou um acertinho a mais na suspensão. Mas, se Deus quiser, se tudo der certo, no domingo vamos para o pódio, quem sabe no
lugar mais alto”, comentou.
Andrade, que em 2011 dominou os treinos e parte da corrida goiana, reconhece não haver mais vantagem alguma. “Aquela sobra que tinha no ano passado não existe mais, o pessoal correu atrás, e a gente também não parou. É minha última corrida com esse caminhão, essa despedida pode acontecer com vitória”, sorriu, prevendo mais equilíbrio no treino classificatório. “A pole, mais do que nunca, vai depender de uma volta perfeita dos pilotos”.
A alta temperatura verificada durante os treinos levou as equipes da F-Truck à adoção de uma linha de trabalho mais cautelosa. “A chave
da corrida vai ser a resistência dos caminhões, porque nessas condições o equipamento aquece depois de poucas voltas. Isso, na corrida, vai ser complicado”, disse Totti. Reis acredita que o calor não lhe será fator adversário. “A gente trabalhou bastante na refrigeração do equipamento para esta etapa”, contou.
Foto: Orlei Silva




