Acompanhe mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Frustrado por ter cometido um erro nas ruas de Toronto – Que o traçado de Toronto é muito difícil e passível de acidentes, todos nós sabemos. Mas a corrida do último domingo foi potencialmente complicada e a presença do Safety Car em oito oportunidades dá bem uma ideia do que aconteceu no Canadá, com quase 40% das voltas em regime de bandeira amarela.
Obviamente que esse tipo de problema não é legal para ninguém, mas há alguns fatos que podem explicar, pelo menos em parte. Em primeiro lugar, a Curva 3 de Toronto, onde ocorreram muitos acidentes, vem logo após uma reta muito grande e a freada é violenta. Por ser um circuito de rua, as ondulações são normais, mas naquele ponto a incidência é muito acentuada. Junte-se a isso o fato de os Dallara Honda da Fórmula Indy estarem muito próximos em termos de desempenho.
Claro que temos uma hegemonia da Chip Ganassi e Team Penske, mas nem por isso a disputa está isolada entre essas duas equipes. A vitória de Marco Andretti (Andretti Autosport) em Iowa, a pole de Alex Tagliani (Sam Schmidt Motorsports) em Indianápolis e o desempenho de Tony Kanaan (KV Racing) são apenas alguns exemplos desse equilíbrio.
O importante é reiterar que Toronto é um lugar muito especial, o público é entusiasmado e é uma corrida muito importante para a IndyCar. Talvez tenhamos de pensar em soluções para esses trechos mais críticos mas, de forma alguma, a solução passa por tirar essa prova do calendário.
Para mim, a etapa foi decepcionante. Estava de “roupa nova”, com o carro amarelo por causa da Penske Truck Rental, empresa da Penske Corporation que terei prazer em defender também em Edmonton e Mid-Ohio. Na semana de Toronto, a equipe anunciou algumas mudanças e passei a contar, já a partir dessa primeira corrida canadense do ano, com o John Erickson como estrategista.
A classificação não foi boa e a 12ª posição de largada exigia muita atenção para fugir dos acidentes do bloco intermediário. Larguei com muita cautela, troquei os pneus macios pelo duros no pit da volta 20 e estava gostando do comportamento do carro, com um acerto mais adequado para a corrida.
Fui num crescendo e já era o 14º, depois de ter retornado do pit em 19º, quando passei a disputar posição com o Tagliani. Mas ao invés de continuar nessa progressão, cometi um erro e na volta 31 acabei batendo na traseira do carro dele. Fiz de tudo para evitar a batida, travei roda e tentei atravessar o meu carro, mas não teve como. Fiquei muito aborrecido e pedi desculpas ao Tagliani, sua equipe e a todos do Team Penske.
Perdi quatro voltas nos pits até conseguir voltar à pista. Chegar em 17º, complentando 81 das 85 voltas, foi o que se mostrou possível. O negócio e voltar as atenções para Edmondon, de “grandes histórias”, e virar esse jogo. Até a próxima semana e abração a todos!
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“Coluna publicada originalmente no jornal Metro de 05 de Julho de 2011, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”

Fotos: Cris Jones – IRL
Agradecimento: Américo Teixeira Jr.



