Robério Lessa – De Nova Santa Rita (RS) – O estado do Rio Grande do Norte não vai ficar de fora das disputas da 50ª Edição do Campeonato Brasileiro de Kart, que está sendo disputado no Kartódromo do Velopark, em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul.
Johilton, que é piloto oficial da equipe Birel ART Brasil vai disputar as duas fases da competição, sendo na categoria Sudam, na primeira fase, e Graduados, na segunda fase.
Ainda criança, Pavlak foi arrebatado por uma forte paixão após ter dado algumas voltas em um kart ainda criança. Aos poucos, a brincadeira foi tomando gosto e ele entrou para o universo do esporte motor.
O piloto do kart número 13 lembra, que em sua primeira corrida, não gostou de sua atuação, mas recorda que o ouvira do vencedor daquela prova, que soou como um desafio. “Quando acabou a corrida, o vencedor que já corria há três anos me disse para eu não atrapalhá-lo na próxima corrida, sendo que, eu nem cheguei perto dele, e então perguntei: como te atrapalhar se eu nem te vi na corrida? E ele me respondeu: Quando eu for te dar uma volta!”. Contou.
A partir deste instante, Johilton decidiu correr para competir, motivado a superar seus próprios resultados e a de seus concorrentes em cada prova e hoje é piloto oficial de umas maiores marcas de kart, conceituado e respeitado, ele entra como um dos concorrentes ao título nas duas categorias, mas não quer nem falar nisso, e prefere focar no trabalho. Ele lembra que a expectativa é superar seu desempenho em relação a 2014, seu desejo é competir de igual para igual com seus adversários, visando conquistar uma vitória.
Quando questionado sobre o momento que o Kart no Brasil está vivendo, ele respondeu que é a fase mais difícil que a categoria está vivendo. “Eu tenho pensado muito sobre a situação que o esporte vem vivendo! É a fase mais difícil que a modalidade está passando. Poucos incentivos, muito inflacionada e não consigo ver atitudes para reverter essa situação. O que pode se ver é um monte de eventos sem qualidade e poucos pilotos começando, ou seja, não temos novas gerações surgindo, e muitos pilotos parando por conta do alto custo”, disse.
Pavlak destaca sua família como ponto de apoio e a principal responsável pela sua carreira como piloto. “Nós não temos condições tão favoráveis que o esporte exige, e o que minha família fez por mim, foi mais do que outras famílias com melhores condições, fazem pelos seus filhos. Então, por esse esforço e sacrifício, sou muito grato, porque apesar de eu não ter tido grande sucesso como hoje de não ter me estabilizado como piloto profissional em alguma categoria, eu tive uma formação que colégio nenhum daria. Por isso, eu uso essa oportunidade para agradecer a minha família, por todas as experiências que tive competindo, as vitórias são as mais gostosas, claro, mas também pelos aprendizados que me enriqueceram como pessoa através do esporte. “O automobilismo, de um modo geral, exige muito do esportista e uma das coisas que eu tive que me sacrificar foi em relação à mudança para a Região Sul do Pais, que é onde está o eixo do automobilismo – Sudeste e Sul. Tive que ficar longe da minha cidade e da minha família em prol do automobilismo, do kartismo, justamente para ficar mais próximo das pistas que nós vamos competir, das equipes, dos principais eventos, porque é o que se exige de um piloto para que ele esteja competitivo em um Campeonato Brasileiro como esse, que é resumido em um só fim de semana. Então, tudo tem que estar perfeito”, completou.
Duas vezes campeão brasileiro, ele lembra da importância de participar da competição e do sonho de conquistar mais um título. “Participar do Campeonato Brasileiro de Kart é muito importante, visto que é o principal campeonato de kartismo que a gente tem hoje no País. Eu vou competir nas categorias Sudan e Graduados, representando a Birel Art Brasil, como fábrica de chassis, então a gente espera ir muito bem. Eu estou tentando o meu terceiro título nacional e é claro que estou me dedicando bastante. Para mim, é uma honra poder representar o nordeste e o meu estado do outro lado do País. Nós temos poucos representantes, sabemos que temos um pouco mais de dificuldade que os outros pilotos, então, certamente, um pódio, um bom resultado e uma vitória têm um gostinho bem especial”.
Texto: Robério Lessa.
Fotos: Mário Ferreira e Robério Lessa
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