Acompanhe agora no Carros e Corridas mais uma coluna Velocidade do jornalista Robério Lessa.
Olá amigos do Carros e Corridas!
Para muitas pessoas a vitória do finlandês Kimi Raikkonen foi uma surpresa, mas para o leitor minimamente atento ao que se passa na pista, essa conquista não foi casual. Desde a vitória no Grande Prêmio de Abu Dhabi, em 2012, o “Homem de Gelo” mostrou que não pode ser deixado de fora das apostas, sobretudo por conta do seu carro.
Se nesta temporada os carros são basicamente os do ano passado com suas evoluções, não causaria estranheza ver a Lotus lutando pelas posições mais nobres das provas. É do carro negro e dourado o melhor aproveitamento dos compostos que a Pirelli (fornecedora oficial de pneus para a categoria) desenvolveu e, para isso, basta ver o comportamento dos tempos de seus dois pilotos.
Dito isso, Kimi nunca perdeu a mão após ter passado três anos fora da categoria. Foi dele a volta mais rápida da corrida australiana, faltando duas voltas para o encerramento e ainda abriu vantagem de sete para 12 segundos em cima de Fernando Alonso, o segundo colocado.
Gastando mais pneus que a Lotus, as equipes Ferrari, Red Bull, McLaren, e até a Mercedes podem ter mais trabalho para vencer, já que neste ano os pneus se desgastam mais rápido ainda que em 2012. Com isso, a próxima etapa da competição, neste domingo (24), o GP da Malásia pode premiar o conjunto Kimi/Lotus. Vale lembrar que a melhor volta da corrida ano passado foi dele (01:40.722), quando terminou na quinta colocação em uma prova vencida por Alonso. Nesta pista o finlandês já vencera em 2003 e 2008, portanto, é carta dentro do baralho.
Saindo da Finlândia e aportando em “Terras Brasilis”, o desempenho de Felipe Massa mostra o quanto o representante verde e amarelo amadureceu após os pífios resultados dentro do time de Maranello. Massa ganhou um crédito de confiança e está respondendo à altura. Na corrida da Austrália foi sempre mais rápido que Alonso.
As voltas iniciais deram mostra de quanto ele pode andar forte e só não foi para cima de Vettel porque teve de se preocupar com o ataque voraz de seu companheiro.
Dizer que a Ferrari tirou o brasileiro da frente de Alonso pode não ser a tradução correta da realidade. O que pode ter havido, e aí nunca ficaremos sabendo ao certo, foi um cochilo de seu engenheiro. O que sabemos é que a Ferrari tinha dois carros entre os ponteiros e precisava garantir pelo menos um, assim adotou táticas diferentes, o que sempre fez desde que a Fórmula Um nasceu.
O quarto lugar pareceu amargo demais para as expectativas de Massa, mas ele mesmo reconhece que o que está em jogo é o resultado final para a escuderia. Na Ferrari, o que vale é a soma dos pontos para o campeonato de construtores e aí a tática foi 100% correta, afinal, é dela a liderança no Mundial de Construtores com 30 pontos, quatro a mais que a vitoriosa Lotus-Renault, que tem 26 pontos e está à frente da Red Bull-Renault com 23 pontos. Para quem teve a paciência de aguentar até agora na Ferrari, dos males, esse foi o menor.
Felipe Massa nunca venceu em Kuala Lumpur, foi duas vezes pole position, somou 26 pontos na pista malaia em 10 participações. Alonso disputou 11 provas, venceu três vezes (cinco pódios), largou duas vezes na pole e somou 70 pontos, sendo o piloto que mais pontuou nas 14 corridas disputadas desde 1999, ano de estreia da corrida na Fórmula Um.
A corrida deste domingo também será de grande expectativa para a McLaren. Após a decepção em Melbourne, Jenson Button e Sergio Perez vão ter de trabalhar muito para conseguirem deixar os carros da escuderia britânica em pé de igualdade do time da frente. Ver os “flecha de prata” perdendo para Toro Rosso e Force India não fazia parte do roteiro nem mesmo doa mais pessimistas redatores.
O problema que a McLaren deve enfrentar em Sepang é a chuva. No país, com características climáticas que se assemelham à região Norte do Brasil, a chuva vespertina é companhia habitual das pessoas. Assim, como a corrida é realizada à tarde, contar com a possibilidade de água na pista é o que chamamos de apostar em cavalo vencedor, uma barbada.
O problema da chuva é que não dá para desenvolver carro com a intempérie. A McLaren foi a mais prejudicada pela chuva na Austrália e precisa bater os tambores para mandar as pesadas nuvens negras para bem longe da pista de Sepang.
E para não dizer que não falei de Vettel, não esqueçam de colocar algumas fichas nessa carta. Campeões não podem ser deixados de lado.
Até a próxima!
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Foto:Lotus GP/Ferrari/Divulgação.




