Acompanhe agora no Carros e Corridas mais uma coluna Velocidade do jornalista Robério Lessa.
O ano começava e o chefão da Fórmula Um, Bernie Ecclestone sorria largo ao perceber que, com a ajuda dos novos pneus, a categoria parecia ter encontrado um grande aliado para trazer de volta a competitividade e as brigas por posições.
Já na Austrália, em Melbourne, a vitória de Jenson Button, da McLaren, deixava o início da competição com um cenário diferente do domínio da Red Bull, que vencera os dois mundiais de construtores e pilotos em 2010 e 2011.
Na segunda prova, na Malásia, Fernando Alonso tirou “leite de pedra” e deu a vitória para a Ferrari. Depois venceram Nico Rosberg, Sebastian Vettel, e Pastor Maldonado, deixando o campeonato com uma cara bem diferente dos tempos de uma só equipe vencendo.
A competitividade estava de volta á categoria máxima do automobilismo que mostrava a ascensão de pilotos como Sérgio Pérez e Kamui Kobayashi, somado ao desempenho regular de Kimi Raikkonen. Foram mais duas corridas e a temporada tinha sete pilotos diferentes vencendo nas sete provas disputadas.
Alonso voltou a vencer em Valência, no GP da Europa, uma prova cheia de significado para ele e para os espanhóis. Líder da temporada, mesmo com um carro criticado, Alonso mostrava que era o mesmo bom piloto das outras temporadas e dos dois títulos, mas as quatro vitórias seguidas de Sebastian Vettel (Singapura, Japão, Coréia, e India) deixava preocupado o espanhol e o time italiano que insistia em barrar o avanço de Felipe Massa na segunda metade do ano, com as velhas ordens de “deixa passar” e o triste episódio da quebra do lacre no GP dos Estados Unidos.
Kimi Raikkonen voltou a vencer. Era sua primeira vitória após um hiato de três anos ausente da categoria. Tempo maior passara a Lotus para voltar ao lugar mais alto do pódio, 25 anos.
Com a recuperação de Vettel e da Red Bull, a liderança estava nas mãos do alemão, e o espanhol precisava cada vez mais da ajuda de Massa e do desempenho das McLaren para não ficar distante demais do oponente na luta pelo título. Hamilton mostrava um apetite enorme pela vitória, e só não venceu no Brasil por causa do toque com Hulkenberg.
A corrida em Interlagos fechou o campeonato da melhor forma possível. Desde 1991 escrevo sobre corridas, e a temporada deste ano traz consigo um sabor especial, o sabor da briga por posições.
O campeonato de Vettel está em boas mãos. Este ano ele teve de suar mais o macacão devido as dificuldades da equipe e a marcação colada dos fiscais, que vetavam qualquer novidade pensada pelo mago Adrian Newey, grande responsável por dar à Red Bull e ao Vettel o terceiro título consecutivo.
Mas se a Fórmula Um tem um vencedor, esse vencedor é o público que voltou a vibrar acompanhando as corridas da categoria máxima do automobilismo mundial.
Até a próxima!
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Fotos: Red Bull Racing – F1/Scuderia Ferrari/Divulgação.




