Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Oi galera do site Carros e Corridas, tudo bom? Aposto que aí no Ceará está calor, pois aqui – minha Nossa Senhora – está frio que dói. Mas a verdade que nem por isso a gente está deixando trabalhar forte porque a 98ª edição da Indy 500 está logo aí, mais especificante no domingo, 25, de com transmissão ao vivo da Band para todo o Brasil.
Hoje eu vou escrever pouquinho porque estou em plena preparação para a corrida. Como vocês sabem, a disputa no misto de Indianápolis, realizada no sábado, foi muito boa para mim. Além de o 3º lugar representar o primeiro pódio da temporada e o avanço de 8º para 4º no Verizon IndyCar Series, consegui liderar um bom número de voltas e tudo isso serviu de estímulo para o início da preparação para a Indy 500, que teve a largada exatamente no dia seguinte, o domingo do Dia das Mães.
Vou contar para vocês o que acontece por aqui nesses dias. De domingo até sexta-feira, a janela de treinos livres abre ao meio dia e termina às seis da tarde. É isso mesmo, São ao todo 36 horas para a gente preparar o carro para a corrida e classificação. Só que a gente tem de lembrar que o fator chuva é crucial nas corridas em oval, ou seja, basta começar a pingar e aí para tudo.
E foi justamente o que aconteceu na quarta-feira, 14. Tivemos sol forte e calor até terça-feira, mas a noite o tempo começou a virar. Para vocês terem uma ideia de com o a coisa virou rápido, na terça-feira a noite, fui participar de um evento promocional no Meijer, que é uma grande rede de supermercados aqui dos Estados Unidos e parceira da Penske há muitos anos. Quando cheguei ainda estava um calorzinho, mas o frio que fazia uma hora e meia depois era brincadeira!
Dito e feito, a quarta-feira amanheceu molhada e somente no final da tarde é que foi possível secar a pista para que houvesse pelo menos um tempo para testes. Por “secar” entenda-se que a chuva parou e os carros de serviço da IndyCar foram rodar no traçado, muitos deles munidos de turbina soltando vapor quente em direção ao asfalto, para retomar as condições de uso.
Como estou escrevendo nesta quinta-feira a noite, depois do quinto dia de treinos, falta ainda a sexta-feira de treinos livres para a gente começar a classificação. Essa fase vai acontecer em duas etapas. No sábado, todos vão para a pista e serão conhecidos os pilotos que ocuparão as posições entre a 10ª e 33ª. Já no domingo, os nove primeiros disputarão entre si o Fast Nine, de onde sairá o pole position neste que será o Pole Day.
Estou muito contente porque pudemos testar bastante nos dias de sol e eu completei ainda na terça-feira a milhagem do motor. Vou explicar. A gente trocar o motor aqui quando completa 2.500 milhas. Se trocar antes disso, danou-se, é penalização na certa. Então, imagine numa classificação tão importante quanto a da 500 Milhas você ir para a pista com um motor já gasto? Não dá, né? Então, cumprida essa fase, já coloquei um motor novo e isso me permitiu avançar a preparação. Agora é continuar trabalhando, mas o fato de eu ter sido o mais rápido no combinado dos cinco primeiros treinos, com média de 361,386 km/h, mostra que este é o caminho certo.
Vixi, vendo agora, até que escrevi bastante!
Bom, pessoal, chega por hoje porque já é tarde aqui em Indianápolis e amanhã (sexta-feira) tem mais treinamentos. Espero poder, na próxima semana, estar contando coisas boas para vocês do Pole Day. Super abraço e vamos que vamos!
Foto: Chris Owens – IndyCar/Castroneves Racing.
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