Às vésperas da segunda etapa da Stock Car , que acontece domingo no Autódromo José Carlos Pace (SP), a mudança nas especificações dos pneus usados na competição continua sendo a grande incógnita da temporada. Para Duda Pamplona e Felipe Maluhy, da equipe Officer ProGP, o cenário para o início dos treinos, porém, é animador: os dois pilotos consideram que o asfalto de Curitiba e Interlagos são similares, o que sugere que o bom desempenho dos carros do time de Petrópolis (RJ) seja novamente competitivo. No que se refere ao desempenho dos carros, a empresa que prepara os motores anunciou que a regulagem do sistema push to pass será igual à usada na prova paranaense; para Maluhy isso indica que os potentes sedãs chegarão bem rápido ao ponto mais rápido da pista paulistana:
“Os 50 cavalos extras que poderemos usar em 12 oportunidades durante a corrida vai permitir alcançar 270 km/h, ou um pouco mais, na freada para o “S” do Senna, ponto onde se atinge a maior velocidade em Interlagos.”
Criado para facilitar as ultrapassagens, o sistema push to pass permite a maior abertura das borboletas que controlam a entrada da mistura ar-combustível nas câmaras de combustão do motor V8 que equipa os Stock Car brasileiros. Para evitar quebras, o sistema pode ser acionado apenas 12 vezes durante os cerca de 50 minutos de corrida, sempre com intervalos mínimos de dois minutos entre uma utilização e outra. Para criar ainda mais variáveis na estratégia de corrida, a potência extra só fica disponível cinco segundos após o acionamento do sistema, impedindo reações imediatas do adversário.
Duda Pamplona, um dos raros pilotos e chefes de equipe do automobilismo brasileiro, analisou o desempenho dos pneus em Curitiba e ficou satisfeito com o desempenho do produto que a Goodyear preparou para a temporada 2011:
“Eles parecem durar mais. Como o asfalto de Interlagos é bem parecido com o de Curitiba, acho que vamos comprovar isso neste fim de semana, pois partiremos de um acerto semelhante.”
A incógnita sobre o desempenho dos pneus deste ano é fundamentada em três parâmetros que influenciam diretamente essa análise com relação à primeira etapa. Comparando-se as provas de 2009, 2010 e 2011, nota-se que foram alterados o composto da borracha, o asfalto do circuito e até mesmo o motor dos carros, como explica o coordenador de marketing esportivo da Goodyear, Vinicius Sá:
“O pneu que estamos usando este ano é igual ao utilizado em 2009, quando o motor da Stock Car era menos potente. Como o asfalto de Curitiba mudou este ano, não podemos fazer uma comparação direta.”



