Estreante no Campeonato Brasileiro de Spyder Race, o carioca Valter Pinheiro (Guerra Motorsport) é o homem a ser batido na temporada 2011 na categoria Light do certame: vencedor de quatro nas quatro primeiras etapas e líder com 36 pontos de vantagem em relação ao paulista Ronaldo Kastropil (Autogiro).
Pinheiro desembarcou no Campeonato Brasileiro de Spyder Race com pouca experiência no automobilismo: em 2009 participou de três etapas do Campeonato Paulista de Força Livre com um Renault Clio alugado; no ano seguinte participou do mesmo campeonato, porém já com um protótipo Spyder Race, além de participar de duas provas de longa duração com o modelo: os 1000 km de São Paulo e as 500 Milhas de Londrina.
Esse ano, Valter vem vencendo a convencendo, travando ótimas disputas nas pistas brasileiras. O piloto carioca já venceu em Curitiba e Londrina no Paraná, além de sua casa, o Autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro.
A última vitória do piloto do protótipo n° 06 aconteceu no final de julho durante a 4ª etapa realizada em Campo Grande (MS), onde lutou bravamente com o paulista Luiz Abbade por mais uma vitória: “A pista (de Campo Grande) é ótima. Há muitas áreas de escape e dá para pisar fundo nos treinos, sem risco de estragar o carro. O perigo maior é se encher de poeira. O carro também estava sensacional nos treinos. Tínhamos um bom motor e acertamos na suspensão. Como resultado, fizemos a pole com mais de meio segundo na frente do segundo colocado, e ficamos com o terceiro tempo na classificação geral, a menos de um décimo do segundo. Só que por uma diferença entre nossa balança e a balança utilizada pelos fiscais da CBA, ficamos com 1,5 kg a menos do que o peso mínimo e largamos na última colocação. Mas como o carro estava realmente bom, fomos para cima dos concorrentes e no final da primeira volta, já estávamos em segundo lugar. Lá pela quinta ou sexta volta, já liderávamos a categoria Light. Pouco antes de o Safety Car entrar na pista, o motor começou a ficar fraco. Após a relargada, ficou difícil manter a distância do Abbade. Apesar de eu começar a andar no limite, ele estava bem mais rápido e se aproximou com facilidade. Próximo ao final da corrida entramos juntos na curva antes da reta oposta e o Abbade, que ficou na parte suja da pista, acabou perdendo um pouco de tempo. Daí para frente foi pé embaixo para tentar manter a posição, por que o Abbade vinha novamente com tudo. Acho que mais uma ou duas voltas seriam suficientes para que ele me alcançasse novamente”, explicou Pinheiro.
Agora o próximo desafio acontece no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, cidade gaúcha a 180 km da capital Porto Alegre. Pinheiro já teve a oportunidade de andar nessa pista em junho durante a passagem da GT Brasil onde ele também participa com um modelo Ginetta G50: “A pista é bastante seletiva, são subidas e descidas, freadas muito fortes, inclusive em curva e em descida. Tem uma chicane que nós temos que jogar o carro em cima da zebra, ou não vem tempo. Também tem uma sequência de curvas de alta que deve ser muito maneiro fazer de Spyder. Acho que vai ser muito bom pilotar lá. Só que não há áreas de escape. Se sair da pista é lama e barranco”, detalhou sobre a pista.
Foto: Giusepp Talarico




