Homens e máquinas lutando contra os segundos, o cheiro de gasolina, motores em alta rotação e o agudo barulho de pneu rasgando no asfalto. Foi esse o retrato da primeira etapa do Campeonato Cearense de Arrancada, que reuniu dezenas de pilotos de motos e carros de todo o Nordeste.
O palco da disputa foi a reta principal do Autódromo Internacional Virgílio Távora, na cidade do Eusébio (CE).
A regra do esporte é simples e agrada o público que comparece em peso. Ganha quem completar um percurso de 200 metros à frente do oponente, e, em caso de prova contra o relógio, vence quem fizer o percurso em menor tempo.
Até a tarde deste domingo (18), o recorde da pista pertencia ao piloto Alberto César, que disputa na categoria Turbo “A”. Ele conseguiu a marca de 7.294segundos. Na categoria Standard o recorde estava nas mãos de Ernesto Medeiros, com 8.871s.
Nos carros a competição é dividida em 15 categorias (Standard, Desafio 09, Turbo C, Dianteira Original DO, Desafio 10, Turbo B-DT-B, Dianteira Super DS, Turbo Traseira TT, Turbo A-DT-A, Traseira Original – TO, Pro Mod – PM, Força Livre Traseira –FLT, Força Livre Dianteira – FLD, Extreme 10.5 –XTM, e Traseira Super – TS.).
Nas motos as categorias são: Sport Turismo (Motos de rua até 700 cilindradas), Super Sport (Motos Racing a partir de 600 cilindradas com preparação que não mude a estruturas), Drag Bike (Motos preparadas), Street A (Motos de 125 cilindradas), e Street B (Motos de 150 a 300 cilindradas).
A arrancada é hoje a disputa que leva mais público para o autódromo, além de atrair competidores de vários estados. Com um suporte profissional, os tempos são medidos com a ajuda de modernos sensores e um sistema informatizado, capaz de controlar a largada e acompanhar a chegada, informando ao público através de painel digital.
Há nove anos à frente das puxadas de motos, Israel Lisboa (na foto abaixo à direita) acredita que a iniciativa, além de se constituir em um campeonato dos mais disputados do país, proporciona a retirada dos rachas nas ruas, já que destina duas categorias com motos street sem preparação (de 125 a 300 cilindradas).
Fred Correa (na foto ao lado à esquerda), que dirige a Associação Cearense de Arrancada de Veículos (ACAV), também comemora o sucesso da etapa. “Hoje temos pilotos de vários estados aqui no autódromo. Isso é fruto de um trabalho que começou há muito tempo. Nós investimos muito para dar ao competidor a garantia de que seu tempo será marcado sem a possibilidade de erro, além de toda a segurança dentro e fora da pista”, disse.
A próxima etapa da competição será realizada dia 27 de maio, também no Eusébio.
Fotos: Robério Lessa.




