Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Olá, pessoal! Já estou contando os minutos para poder embarcar para o Brasil e disputar a nossa querida São Paulo Indy 300. Será a terceira vez que teremos a corrida da IndyCar em São Paulo e tenho certeza que esta será melhor ainda. Não é tarefa fácil organizar um evento dessa magnitude e num circuito de rua, mas a cidade de São Paulo já provou ser capaz e a cada ano os avanços são sentidos.
Mas eu acredito que vocês estão mesmo curiosos a respeito da corrida de domingo em Long Beach. Foi uma jornada difícil e eu fiquei frustrado, principalmente com o acidente na última volta. A coisa toda já começou complicada por causa da punição imposta a todos os pilotos que correm com Chevrolet (perdemos 10 posições no grid) por causa da troca de motores. É que o regulamento manda que um motor só pode ser trocado depois de rodar no mínimo 1.850 milhas. Apesar disso, a Chevrolet detectou um defeito nos testes de Sonoma e optou por trocar em Long Beach.
Sobre o acidente, claro que eu não tinha a intenção de provocar o que aconteceu, muito menos estragar a corrida do Rubinho Barrichello e a minha. Sou um piloto profissional, sei dos perigos do esporte e nunca me envolvi em um acidente premeditadamente. E podem estar certos que isso nunca vai acontecer comigo. Não tive culpa, foi uma circunstância de corrida e, honestamente, acho que não merecia levar a punição de 30s que recebi dos comissários, o que me fez cair para a 13ª colocação.
Naquela última volta, o Rubinho, o Justin Wilson (10º) e eu formávamos um grupo compacto disputando a 8ª colocação. Foi aí que apareceu na nossa frente os pilotos retardatários Katherine Legge e Ed Carpenter. A Legge estava visivelmente mais lenta e fez o hairpin na frente de todos. Para evitar uma colisão, o Carpenter e o Rubinho tiveram de frear um pouco antes. Só que eu vinha embalado porque, uma curva antes, Wilson tentou me passar e eu fiquei na parte interna interna da freada do hairpin para que ele não tentasse alguma coisa. Foi aí que a traseira do Rubinho cresceu de repente na minha frente e eu não consegui evitar o contato. Tanto o Rubinho sabe que não foi de propósito que aceitou, na boa, meu pedido de desculpas.
Mas é isso aí, pessoal, bola pra frente e a próxima coluna eu já escrevo direto do Brasil. Até lá e vamos que vamos!
*Coluna publicada originalmente no jornal Metro, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
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Fotos: Castroneves Racing/Divulgação




