Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Olá pessoal, tudo bem? Eu aqui estou ainda com a corrida de Iowa na cabeça. Claro que não adianta “chorar o leite derramado”, mas faltou tão pouco para vencer sábado no Iowa Speedway, mas tão pouco, que a gente fica pensado: “O que aconteceu?”. É isso que eu vou tentar explicar aqui.
Para começar, essa prova foi toda diferente, com diminuição do downforce, estabelecida pelo regulamento, e uma nova regra de Qualifying, no formado de corridas curtas de 30 voltas, que em princípio valeu apenas para essa prova. Sobre esse ponto, acho que foi uma experiência válida e que pode ser mantida no futuro, apenas com ajustes e alterações em alguns pontos. Mas, no geral, acho que foi interessante.
Conquistei a segunda posição no grid e já de cara assumi a ponta. A corrida começou porque o Dario Franchitti, que tinha feito a pole ao vencer a corrida curta com os oito mais rápidos do Practice 2, ficou com problemas de motor ainda nas voltas de alinhamento. Na relargada, mantive a liderança e, realmente, fui construindo a vitória volta a volta, pois meu Dallara Chevrolet do Team Penske estava muito bom.
Foram três pits, todos eles com um trabalho fantástico do meu pessoal. No computo geral, liderei 133 voltas das 250 da corrida, que recebeu o nome de Iowa Corn Indy 250 Grand Prix. Entrei para meu último pit em 4º e já fui para 3º na bandeira verde. Mas aí, na hora da arrancada final, começaram os problemas.
Os pneus dianteiros passaram a vibrar de modo estranho quando faltavam menos de 50 voltas e isso se agravava quando eu forçava para ganhar posições ou me defender dos ataques. Com isso, caí de 3º para 6º, minha posição final. Não vou negar, fiquei bastante chateado, mas a gente tem de ser prático e ver o lado positivo. Nesse caso, consegui reverter a queda de posição no campeonato e, com os pontos da colocação final e o bônus pelo maior número de voltas lideradas, subi de 5º para 4º na classificação, o que e uma coisa boa.
Agora, pela primeira vez depois de sete semanas consecutivas de trabalho, vamos ter um final de semana sem corrida e voltamos no dia 8 de julho, com a corrida de Toronto. Esta será a primeira de cinco corridas consecutivas em mistos, pois, depois de Toronto, teremos Edmonton, Mid-Ohio, Sonoma e Baltimore. Com o cancelamento da corrida da China e a não substituição da data por outra, o campeonato terminará no dia 15 de setembro, em Fontana, com um prova de 500 milhas. Olha aí outra chance de vencer uma 500 Milhas!
É isso aí, gente, valeu pelos e-mails e podem continuar escrevendopara press@heliocastroneves.com. Eu leio todos. Pode demorar um pouco, mas leio todos. Tudo de bom!
*Coluna publicada originalmente no jornal Metro, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
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Fotos: Castroneves Racing/Divulgação.




