Pilotos e dirigentes da Associação de Pilotos de Turismo (APT), entidade que organiza a categoria Superturismo, se reuniram na noite desta quarta (05), no Hotel Meridional, em Fortaleza (CE), para traçarem os planos da ST na temporada de 2013.
Atendendo a uma convocação do presidente da entidade, o piloto Raul Fontenele, que passou a palavra pra Maurilio Reis, aclamado presidente da APT para 2013, foi exposta a situação atual da categoria, que, em 2012 teve uma grande baixa no numero de pilotos e chegou a fazer uma corrida com apenas três carros no grid unificado do Campeonato Cearense de Protótipo, reunindo a CTM e Spirit.
Para quem já viu grid com 28 carros ST na pista o Autódromo Virgílio Távora (Eusébio – CE) vai poder conferir no próximo ano um grid com, no mínimo 21 pilotos divididos na categoria “A” e Light, correndo separada das outras duas categorias.
Na
categoria “A” estão confirmadas as participações de onze pilotos Adriano Rabelo, Ênio Santos, Tuta Sancho, Pedro Virgínio, Paulo Holanda, Beto Pontes, Júlio Mourão, Eduardo Mourão, Edinardo Filho, Raul Fontenele, e Renato Silveira.
Na Light vão correr Maurilio Reis, Vicente Paiva, Duda Brígido, Daniel Busgaib, Fernando Pessoa, Adolfo Oliveira, Franco Mendonça, Leo Santos e Henrique Santos (em dupla), e Felipe Cardoso, 1o pilotos, mas em 9 carros, já que no caso da dupla de irmãos Leo e Henrique Santos, eles vão correr, cada um, uma prova no domingo e somarão pontos para um só carro.
Além disso, faltam confirmar se disputam o campeonato de 2013 os irmãos Vitor Frota e Rodrigo Frota (cada um com um carro), Rodrigo Ventura, Mano Rola, Cléber Brasileiro, Geraldinho Rola, Marcos Rola, e Luizinho Gonzaga.
A primeira providencia adotada pela APT para tirar os carros da garagem foi um trabalho, capitaneado por Maurílio Reis, de “catequização” e convencimento dos pilotos afastados de retomarem as atividades de uma categoria que se marcou pelas disputas equilibradas dentro da pista e com um baixo custo de manutenção.
Com o desgaste natural dos carros inativos, todos eles são obrigados, em entendimento com a Federação Cearense de Automobilismo (FCA), atendendo às exigentes normas de segurança nas pistas impostas pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a passarem por uma revisão completa da parte estrutural que custa R$2.400,00.
Nesta revisão os chassis passam por uma reforma que envolve pintura e revestimento anticorrosivo. A bolha (carenagem) de fibra de vidro é revisada, reforçada e pintada. A revisão se completa ainda com a troca de chicote elétrico, dutos de fluidos (combustível, freio e refrigeração), suspensão, motor e caixa de marcha.
A pintura do chassi tem ainda o objetivo de dar maior durabilidade ao equipamento apontando e corrigindo possíveis pontos de desgaste. Uma vez revisado, o chassi é pintado com uma tinta de alta densidade, a mesma usada na indústria naval para o revestimento do casco de embarcações.
Para dar maior competitividade na disputa pelo campeonato, a pontuação de cada categoria se estende apenas aos cinco primeiros pilotos, com mais um ponto pela pole position e outro pela volta mais rápida. A direção estuda ainda outras medidas para estimular a competição, como dobrar o número de pontos na última etapa do ano.
Os carros da Categoria “A” correm com motores 1.4 Econoflex, equalizados para atingirem 125 Cavalos Força.
Os da categoria Light usam os antigos motores GM 1.6 equalizados para atingirem 106 Cavalos Força.
Foto Robério Lessa.




