No que depender de Renato Andreghetto, da Pitico Race, e de André Paiato, da Alex Barros Racing, a disputa pela liderança da GP Light deve ficar empolgante até o fim da temporada do Moto 1000 GP. Enquanto Andreghetto foi o vencedor da etapa de estreia do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, em Interlagos, Paiato alcançou o primeiro posto na etapa seguinte, realizada no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR).
Com 49 pontos na classificação geral, ainda sem considerar o descarte do pior resultado de cada piloto que vai ser aplicado ao término da competição, Andreghetto está quatro pontos à frente de Paiato, centralizando a disputa pela ponta – os terceiros colocados são o pernambucano Flávio Sukar, da HPN Racing Team, e o brasiliense Henrique Castro Araújo, BSB Motor Racing, empatados com 21 pontos.
“Acredito, sim, que a disputa deve ser mais intensa entre mim e o André, mas isso não significa nada se não mantivermos a regularidade, até porque o nível de todos os pilotos nesta temporada subiu bastante. É uma evolução natural, visto que o profissionalismo do campeonato e das equipes também aumentou. Até o fim do ano, com certeza terão mais pilotos perto do primeiro lugar na classificação”, explicou Andreghetto.
Paiato concorda com seu principal rival da categoria. “Penso que a disputa deve ser mais intensa mesmo entre nós dois. Mas vou lutar pelo título até o fim. O Renato é um cara bem rápido e se deixar ele escapar uma curva na frente é difícil de alcançar. E temos que cuidar com quem vem atrás, porque se der bobeira, acaba fora do pódio”, conta.
Para a próxima corrida do Moto 1000 GP, que retorna a São Paulo no dia 23 de junho, os dois ponteiros da tabela têm suas estratégias definidas para acirrar ainda mais a rivalidade. “Ser regular. Não adianta ser muito bom na corrida se nos treinos não conseguirmos andar forte. Sempre faço uma prova equilibrada, definida, mantendo o tempo baixo em cada volta, mas nos treinos nem sempre vou bem. Minha meta daqui para frente é rodar rápido nos treinos e na corrida”, conta Paiato. “Interlagos é uma pista em que grande parte dos pilotos treina direto e isso é um fato que obriga a gente a sempre estar ligado. É uma pista que exige muito, então, não pode haver falhas. Penso em manter o trabalho do início da temporada, que é fazer bons treinos e levar isso para a corrida”, sintetiza Andreghetto.
Depois de duas das oito etapas previstas no calendário, a classificação da categoria GP Light no Moto 1000 GP é a seguinte:
1º) Renato Andreghetto (SP/Pitico Race), Kawasaki, 49
2º) André Paiato (SP/Alex Barros Racing), BMW, 45
3º) Flávio Sukar (PE/HPN Racing Team), Kawasaki, 21
4º) Henrique Castro Araújo (DF/BSB Motor Racing), Kawasaki, 21
5º) Paulinho Kamba (PE/HPN Racing Team), Kawasaki, 17
6º) Gustavo Herrera (PR/Motrix Scigliano Racing), Kawasaki, 16
7º) Marcelo Garcia Cortes (RJ/SBK Rio), Kawasaki, 16
8º) Davi Lara Costa (SP/JC Racing Team), Kawasaki, 14
9º) Eliandro Simonini (PR/VMX Racing Team), Kawasaki, 13
10º) Leocir de Oliveira (PR/Grinjetos SBK Racing), Kawasaki, 13
11º) Luís Fittipaldi (DF/Motonil Motors-Alemão Pneus), Kawasaki, 12
12º) Fábio Adas (SP/By Tripa Team), BMW, 7
13º) Francisco Snoeck (BA/HPN Racing Team), Kawasaki, 7
14º) William Pontes (DF/Corsini Racing), Honda, 7
15º) Elder Cabreira (SP/Elder Cabreira), Kawasaki, 6
16º) Ricardo Levy (SP/Ducati SBK Perfect Motors), Ducati, 6
17º) Tiago Pavanelli (SP/SBK Brasil), Kawasaki, 6
18º) Marlon Felizardo (PR/Team Fuel Racing-Mormaii), BMW, 5
19º) José Gregório (RJ/SBK Rio), BMW, 2
20º) André Escomparim (SP/Motonil Motors-Alemão Pneus), Kawasaki, 1
Texto: Grelak/Divulgação
Foto: Sérgio Sanderson/Grelak/Divulgação




