A próxima corrida do Moto 1000 GP, marcada para o dia 25 de agosto, no Autódromo Zilmar Beux de Cascavel (PR), coloca à prova, os pilotos da GP Light, considerada a categoria de acesso para a GP 1000, a principal do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. A etapa no interior paranaense, quarta de 2013, sela a metade do calendário, previsto para oito corridas. Assim, pilotos que lideram a temporada e também aqueles que buscam recuperar a desvantagem na tabela veem na corrida em Cascavel uma chance de manter a regularidade.
Entre os três primeiros colocados na categoria GP Light, a confiança segue na garupa para a prova cascavelense. A meta é subir ao pódio para não desperdiçar a chance de pontuar. Renato Andreghetto, piloto paulista da Petronas SBK Eurobike, está no topo da tabela com 76 pontos, seguido de André Paiato, da Alex Barros Racing, com 61, e Davi Lara Costa, JC Racing Team, o terceiro colocado, com 34 pontos.
Andreghetto teve um início de temporada bastante produtivo. Venceu as duas corridas disputadas em Interlagos, válidas pela primeira e pela terceira etapa, e foi segundo colocado na segunda etapa, em Curitiba, onde Paiato comemorou sua primeira vitória. O piloto da Petronas SBK Eurobike marcou as três pole-positions e as três voltas mais rápidas em corridas, conquistas que o regulamento desportivo do Moto 1000 GP premia com pontos de bonificação. A vantagem de 15 pontos sobre o adversário mais próximo, contudo, não garante margem para erros. “Foi um bom início de campeonato, é verdade, mas foi exatamente isso, o início. Temos cinco etapas pela frente, muitos adversários bem fortes. Cada ponto é importante”, alerta o paulista, que não participou da etapa cascavelense em 2012. Depois de vitórias nas três primeiras corridas, ele sofreu um acidente sério em Brasília, na quarta etapa, e retirou-se das pistas. “Vou ter de me adaptar à pista, que maioria dos meus concorrentes já conhecem. O trabalho é esse. A equipe está numa fase muito competitiva e sei que tenho condição de pensar em um pódio em Cascavel”, afirmou.
O vice-líder Paiato chega a Cascavel confiante num bom resultado, por conhecer o traçado e apostar no seu potencial numa pista rápida. “Estou animado, porque no ano passado foi a pista onde tive meu melhor resultado”, lembrou ele, terceiro colocado na corrida em 2012. “Claro que quero brigar pela vitória. A grande sacada é que essa é uma pista onde poucos treinam e nem todos os pilotos conhecem. O jeito é pegar a mão da pista nos treinos para acelerar forte e abrir uma boa vantagem na corrida”, orientou, lembrando que o equipamento também precisa estar afinado. “A regulagem da moto é de extrema importância num traçado desafiador como o de Cascavel. Penso que a suspensão vai fazer a diferença. A predominância de curvas é para o lado esquerdo”, explicou.
Quem não desanima, apesar de estar 42 pontos atrás do líder, é Davi Costa. O piloto paulista nem pensa em desistir do título. “O Andreghetto se desgarrou um pouco, mas não vou desistir, não. Ainda tem mais quatro corridas depois da de Cascavel e o campeonato segue indefinido até o fim. Na GP Light todos os pilotos têm condições de reverter um cenário que não parece favorável, e comigo, não é diferente”, sentencia Costa. “As corridas são bem disputadas e minha meta é estar sempre no pódio”, finaliza.
Texto: Grelak/Divulgação
Foto: Equipe Sanderson/Divulgação




