Acompanhe mais uma coluna Velocidade do jornalista Robério Lessa. O colunista aborda sobre a saídea de Felime Massa da Ferrari, anunciada pelo piloto nesta terça (10).
Olá, amigos do Carros e Corridas.
Felipe Massa não foi dispensado sem motivos. Por mais que isso possa soar ruim para o público brasileiro, a Ferrari teve muita paciência com o piloto que há muito deixou de ter o desempenho que o levara ao time.
Em oito temporadas ele teve momentos muitos bons, como nos anos de 2007 em que atuou ao lado do finlandês Kimi Raikkonen, que deve ocupar seu lugar no próximo ano. Quem não se lembra do “quase” de 2008?
Nem mesmo o acidente (Hungria em 2009) o tirou da equipe e, lealmente, a Ferrari manteve Felipe Massa em seus planos para 2010. Mas os resultados em pista não se aproximavam aos de seu companheiro e ele tinha de engolir o “deixa Alonso passar”.
A condição de segundo piloto desestimulou Massa. Aqui mesmo no Carros e Corridas já havia falado sobre isso quando, em 2012, defendi “uma Sauber para Massa” em nossa coluna Velocidade. Ontem (segunda) voltei a escrever sobre isso, e a defender que Massa deveria dar um chute na mesa e tentar buscar um lugar na Fórmula Um para 2014, o que não será tarefa fácil.
Pesa contra o brasileiro a comparação ao espanhol. Nos últimos anos, qnquanto Alonso foi vice-campeão em 2010 e 2012, Massa não passou de um sexto e um sétimo lugares na soma de pontos (2010/2012). Some-se a isso os fracassos deste ano impulsionados pela rodada em Nuburgring, e as batidas em Mônaco e Canadá.
Repito o que escrevi ontem. “Massa precisa recuperar a alegria de ir à pista. Não precisa sofrer mais, deveria buscar um outro lugar enquanto ainda é tempo, pois com tanto “piloto pagador”, ele corre o risco de ficar de fora da Fórmula Um em 2014. Talento ele tem, só precisa sair da Ferrari para voltar a ser o que era.
O primeiro passo ele deu, saindo da Ferrari. Que venham os próximos passos.
Em tempo…o anúncio da saída de Felipe Massa foi em um 10 de setembro, mesma data da primeira conquista de um brasileiro na Fórmula Um. Em 10 de setembro de 1972 Emerson Fittipaldi se tornava campeão Mundial de Fórmula Um pela Lotus.
Texto: Robério Lessa – Fotos: Scuderia Ferrari/Divulgação.
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