A chegada do feriado prolongado é uma ótima oportunidade para pegar a estrada e curtir o descanso com a família e os amigos, mas antes é preciso atenção com itens fundamentais do sistema de segurança do automóvel.
A aderência de um veículo é proporcionada exclusivamente pelo pneu, único ponto de contato do carro com o solo. Ele garante as ações fundamentais da condução, como manter a trajetória desejada ou transmitir as forças de frenagem e aceleração. “Se a aderência não existisse, os veículos não poderiam fazer curvas e nem se mover, ficariam patinando no mesmo lugar. E quando em movimento, eles não poderiam parar”, explica Flávio Santana, engenheiro e gerente de produtos da Michelin para América o Sul.
O nível de aderência depende do tipo de pneu (dimensão, tecnologia, área de contato com o piso, pressão utilizada, etc.), do piso (tipo de asfalto, terra, misto, cascalhos, pedras), do veículo (suspensão, ABS, ESP) e de fatores externos que podem influenciar os itens anteriores, como temperatura, umidade e condições climáticas. Por isso, além da prudência na direção, é imprescindível realizar os procedimentos de manutenção dos pneus “É preciso atenção nas frenagens e curvas, principalmente se o piso estiver molhado. Os pneus devem estar sempre em perfeito estado, levando em conta a calibragem e vida útil”, afirma Santana.
Verificação do estado dos pneus
Para verificar o desgaste dos pneus, não é preciso ser especialista. Os fabricantes desenvolveram o TWI – Tread Wear Indicator –, que em português significa “Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem”, com uma pequena seta ou a própria sigla na lateral do pneu. Nos pneus Michelin eles são indicados pelo Boneco da Michelin desenhado próximo da banda de rodagem dos pneus. Seguindo estes indicadores, há uma área elevada entre os sulcos. A profundidade mínima legal é de 1,6mm (altura de índice de desgaste), se o pneu estiver no mesmo nível da elevação, está na hora de trocar.
Atenção à calibragem
Vale lembrar que utilizar a pressão correta nos pneus também é fundamental. A pressão adequada permite limitar os riscos de perda de controle do veículo, de estouros, desgastes prematuros e aumento do consumo de combustível. Independentemente do veículo, a calibragem deve ser feita quinzenalmente, ou antes de pegar a estrada, de acordo com o Manual do Proprietário. “O estepe também precisa estar em boas condições, para ser utilizado em qualquer emergência”, completa o engenheiro.
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