O penúltimo lugar no resultado que considera os tempos de volta dos 24 pilotos participantes não desanimou Alex Caffi em seu primeiro dia como piloto da Fórmula Truck. Ex-piloto de Fórmula Um, o italiano de 49 anos dedicou sua atuação nas duas sessões de treinos para a terceira etapa, em Caruaru (PE), a assimilar os conceitos de condução do caminhão. Ele vai disputar as próximas oito corridas com o Iveco número 21 da equipe Dakarmotors.
“O caminhão apresentou alguns problemas. Foram problemas básicos, que nós até já esperávamos. É um caminhão que terminou de ser construído e foi embarcado direto para Caruaru”, observou Caffi. “Não houve tempo para um teste antes da corrida, como gostaríamos de ter feito. Por isso, os treinos livres de hoje foram o meu primeiro contato com o caminhão, hoje foi o dia de termos as experiências e contratempos que são típicos desse primeiro contato”.
Caffi enumerou as dificuldades que enfrentou. “A começar pelo banco, que não está na posição ideal. Nas curvas, o pneu dianteiro direito raspava na carenagem. Também enfrentei um problema com os freios, que bloqueavam as rodas dianteiras”, listou. “E eu não tinha nenhuma referência do funcionamento do radar, treinei o radar em todas as voltas, passei muito abaixo da velocidade permitida de 160 km/h naquele ponto da pista”, acrescentou.
Os contratempos enfrentados vão nortear o trabalho da Dakarmotors no fim de semana. “Imagino que os problemas estarão resolvidos para amanhã. O que eu preciso fazer agora é andar com o caminhão, acumular experiência nos treinos e na corrida”, ponderou o italiano. “O ideal é conseguirmos agendar um teste particular antes da próxima etapa, para avaliar o que for possível e fazer com que o desenvolvimento do caminhão seja acelerado”.
Carlos “Paraguai” Assis, chefe de equipe da Dakarmotors, atestou as observações de Alex Caffi. “São problemas que teríamos conseguido sanar em um ou dois treinos preparatórios. Ocorre que o caminhão ficou pronto na última segunda-feira, foi embarcado na terça-feira e só chegou a Caruaru na quinta à noite. Construímos esse caminhão em 93 dias, o que considero uma façanha, e trouxemos o equipamento para cá”, narrou Paraguai.
O chefe de equipe revelou que Caffi esteve treinou com a injeção de combustível limitada. “Como era o dia da adaptação dele, utilizamos os bicos injetores originais. Para os treinos de amanhã (sábado) nós já vamos instalar os bicos próprios para competição e liberar um pouco mais de combustível. Os ajustes de motor mudam com esse processo, e o Alex vai ter à disposição um motor bem mais próximo do nível ideal de competição”, antecipou.
Texto: Grelak/Divulgação.
Fotos: Orlei Silva/Divulgação.




