A temporada 2015 da Fórmula GP2 se aproxima do encerramento neste fim de semana em Sochi, circuito russo que recebe a divisão de acesso à Fórmula Um pela segunda vez na antepenúltima etapa do calendário.
Único brasileiro da categoria, o paulista André Negrão tem a oportunidade de voltar à zona de pontos, embora admita que as dificuldades que vem encontrando com o motor do carro da Arden International tornem a missão mais complicada. Nesta sexta, depois da sessão única de treinos livres de 45 minutos de duração, o qualifying vai definir a ordem de largada da corrida de abertura da rodada dupla marcada para sábado.
Negrão chegou na quarta à Rússia e foi direto fazer o reconhecimento da pista. Embora aparentemente em melhores condições de aderência que no ano passado, na etapa que finalmente colocou a Rússia no mapa da Fórmula Um, o piloto apoiado pela Novac Sports disse que o déficit de potência do motor que vem relatando há tempos pode novamente cobrar seu preço. “Sochi não é com o Monza, onde corremos pela última vez. Lá é uma pista onde você anda com o pé embaixo quase o tempo todo. Mas um motor forte faz diferença em qualquer lugar, e no caso de Sochi principalmente nas duas retas”, lembrou.
A estimativa de Negrão é que falte ao seu motor cerca de 40 cavalos na comparação com os mais velozes. “É difícil imaginar que os resultados possam vir com tamanha diferença”, acrescentou. O belga Stoffel Vandoorne (ART GP), líder com 261 pontos e 108 à frente do norte-americano Alexander Rossi (Racing Engineering), seu único rival na conquista do título, é favorito à 10ª pole na GP2.
O piloto do programa de jovens talentos da McLaren já é o atual recordista da GP2. Em 2014, Vandoorne saiu na frente ao estabelecer no qualifying o tempo de 1min45s402 em sua melhor volta. O francês Arthur Pic cravou exatamente a mesma marca e partiu em segundo porque ela foi registrada 16 segundos depois.
Texto: MF2 Serviços Jornalisticos
Foto: GP2 Media/MF2.
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