A participação do piloto Rubens Barrichello na Corrida do Milhão, que encerra a temporada da Stock Car, vai resgatar um número que ficou imortalizado no automobilismo brasileiro pelo duodecacampeão Ingo Hoffman.
Usando o número 17, Ingo conquistou 12 títulos e 76 vitórias, marcas que o transformam no maior nome da categoria em todos os tempos e que talvez jamais venham a ser superada. Como forma de homenagear Ingo, Barrichello decidiu correr com a estampa do numeral em seu carro. “Na verdade, não a Stock, mas minha vida começou com o primeiro capacete dado pelo Ingo. Já fiz uma homenagem a ele na Fórmula Um quando corria pela Honda. É uma homenagem merecida a um cara que fez tanto pela Stock Car”, disse o piloto.
O relacionamento entre Ingo e Barrichello vem desde o final dos anos 70. Ingo havia retornado da aventura na Fórmula um e estava disposto a ingressar num campeonato que seria aberto em 1979 – a Stock Car. “Aluguei um salão modesto em Interlagos, ao lado do depósito de material de construção do pai do Rubinho. Eu usava o telefone dele e, de certa forma, aquilo virou meu escritório. Rubinho era apenas uma criança, mas vivia dentro da minha garagem. Nesse ano, 1979, ganhei um capacete laranja e dei para ele. É legal saber que esse gesto teve tanta importância para ele. Ninguém poderia imaginar até onde ele chegaria. É incrível como as histórias se cruzam no automobilismo”, concluiu.
Em 2008, pouco depois de anunciar a despedida da Stock Car, Ingo recebeu a informação de que Rubinho correria o Grande Prêmio do Brasil com o capacete reproduzindo a mesma decoração que o identificava. “Para dizer a verdade, não botei muita fé. Mas ele me arrumou uma credencial e não acreditei quando entrei nos boxes e o vi com o capacete igualzinho ao meu.”
Foto: Miguel Costa Jr./MF2.




