A segunda temporada da fórmula E prossegue neste sábado (07) com o e.Prix de Putrajaya, na Malásia. Bruno Senna, um dos três brasileiros no mundial de carros elétricos ao lado de Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi, corre atrás de seu primeiro pódio na categoria, mas sabe que a tarefa não será fácil.
A e.DAMS, equipe fortemente mantida pela Renault, ameaça impor aos rivais o mesmo domínio que a Mercedes demonstrando há anos na Fórmula Um. Atual campeã, a e.DAMS colocou a dobradinha formada pelo suíço Sébastien Buemi e o francês Nicolas Prost na primeira fila da abertura do calendário há duas semanas em Pequim. Buemi começou e terminou em primeiro lugar, ele tornou-se o primeiro piloto a conseguir pontuação máxima em uma etapa, abrindo 12 pontos de vantagem sobre o segundo colocado Lucas Di Grassi.
Bruno chegou à país asiático nesta terça (03) animado com os progressos revelados neste início de campeonato pela Mahindra Racing, agora gerenciada na pista pela Campos Racing. Na China, largou em sétimo, mas enfrentou dificuldades com o rádio e no pit stop que arruinaram suas chances de resultado. O terceiro lugar do companheiro Nick Heidfeld, que largou da mesma posição, acabou sendo comemorado como grande estímulo. Em condições normais, no entanto, a briga na Malásia deverá ser pela última vaga no pódio, Prost também foi derrubado por imprevistos na capital chinesa. “A e.DAMS segue sendo favorita aqui e ao longo de todo o ano”, admite Bruno.
Com a mudança no regulamento que permitiu às equipes desenvolver a caixa de câmbio, o motor e a suspensão traseira, entre outras áreas, o time francês parece ter ampliado a superioridade. O câmbio sequencial de cinco marchas deu lugar a várias alternativas, as possibilidades variam de uma a cinco. A opção da e.DAMS por um de duas marchas, uma apenas para a largada é uma das teorias para o bom rendimento de seus carros, ao minimizar os riscos nas mudanças para cima e para baixo. Além disso, é uma das raras equipes que produziu um carro dentro do peso mínimo de 888 quilos estabelecido pelo regulamento.
Bruno, contudo, acredita que a simples opção de câmbio não justifica isoladamente a força da e.DAMS em Pequim, Buemi jamais foi ameaçado e completou a corrida 12 segundos à frente de Di Grassi. “É mais uma questão de eficiência no geral”, crê. Ele imagina ainda que o comportamento do câmbio será uniforme durante o campeonato. “Quem for bem num circuito irá bem nos outros”, sustenta. Em Pequim, chamou a atenção a performance decepcionante da NEXTEV, equipe de Nelsinho que adotou uma solução de marcha única e dois motores. “Eles estão com problemas de confiabilidade e devem levar algum tempo até acertar as coisas”, completa.
A programação será cumprida exclusivamente no sábado (07) marca registrada da Fórmula E para reduzir o impacto das restrições ao trânsito nas cidades visitadas. Depois de uma sessão de treinos livres de uma hora e quinze minutos, os carros retornarão ao traçado de 2,5 quilômetros em quatro grupos de cinco para as tomadas classificatórias de apenas seis minutos cada. Os cinco mais velozes avançam para a Super Pole. A largada está marcada para as quatro da manha, horário de Brasília.
Texto: MF2 – Serviços Jornalísticos
Fotos: Divulgação/MF2
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