Se estiver fácil, não é um Rally dos Sertões! Quem aceitou o desafio de participar do segundo maior rally do mundo, conhece bem os desafios que cercam a competição. Desta forma, a 21ª edição do evento tem confirmado sua fama e, até a quarta etapa, realizada neste domingo (28), entre Uruaçu e Porangatu (GO), o nível de dificuldade dos percursos foi extremamente alto.
Os UTV’s têm mostrado todo o seu potencial off-road e superado os obstáculos que surgem pelo caminho. Nesta etapa, foram 233 quilômetros de cronômetro aberto, onde pilotos e navegadores lutaram pelo menor tempo. O roteiro teve piso duro e seco, o que proporcionou alta velocidade. Em relação as etapas anteriores, o trajeto foi menos travado e com mais curvas.
Uma prova típica do Rally dos Sertões: rápida, com muitas pedras, erosões, travessias de rios, subidas, descidas etc. Carlos Ambrózio e Dionízio Silva Neto, a bordo do Polaris RZR XP 900 Jagged X, conquistaram a segunda colocação, na marca de 03h20min10s. “Foi uma etapa bacana, de velocidade alta, bem gostosa de participar. Não tivemos nenhum tipo de problema e pudemos imprimir um ritmo bom e garantir este resultado”, falou o navegador Silva.
Na busca pelo segundo título da categoria, a Prominas Racing, representada por Bruno Sperancini e Lourival Roldan, com o Polaris RZR XP 900, fechou o dia na terceira posição, com 03h23min31s. A dupla lidera o grupo com uma vantagem de 27 minutos. ” Hoje a prova foi muito boa, mais rápida e simples. Não foi tão dura quanto ontem, mas tinha depressões escondidas que, apesar de constar na planilha, a graduação não era compatível, o que a tornava perigosa”, ressaltou o experiente navegador Lourival. “Nosso objetivo é ganhar o Rally dos Sertões e não a etapa. Mantendo essa regularidade, vamos chegar lá”, declarou.
A etapa maratona
Chegou o momento crucial do Rally dos Sertões, aquele onde os competidores não podem contar com o auxílio mecânico de suas equipes de apoio. Quando chegarem à Natividade, TO, ponto final da quinta etapa, os veículos devem ser diretamente estacionados no parque fechado, de onde saem somente no dia seguinte, sem qualquer reparo mecânico. Os UTV’s só podem receber tratamento no final da sexta etapa.
“Nesta primeira perna da etapa maratona, teremos 295 quilômetros de disputa, e com um percurso bem técnico, de muitos obstáculos a serem transpostos. Aqui, não tentaremos buscar resultado e sim nos manter entre os cinco primeiros, evitando que o veículo sofra demais. Embora eu saiba que meu Polaris tem condições para encarar qualquer tipo de terreno em alta velocidade, ainda temos muito rally pela frente. Então, a melhor pedida é poupar o equipamento nesta fase”, falou consciente Sperancini.
Texto: Liberdade de Ideias/Divulgação
Foto: Fábio Davini/DFOTOS/Divulgação




