Acompanhe agora no Carros e Corridas mais uma coluna Velocidade, redigida pelo jornalista Robério Lessa.
O noticiário da Fórmula Um neste carnaval chamou minha atenção pelas notícias que envolvem o piloto Felipe Massa.
O brasileiro há muito está devendo um desempenho melhor na categoria, e isso é notório e todo o universo automobilístico está careca de saber, mas receber críticas quanto ao seu desempenho de um ex-piloto que não passou de coadjuvante na Fórmula Um já é demais.
Por dever que tenho como editor deste site noticiei a “surpresa” de Mika Salo, a quem passarei a chamar de Mika “chato” quanto à permanência do brasileiro na escuderia italiana.
O chato de plantão, que passou pela Fórmula Um sem deixar nenhuma saudade, entre os anos de1994 a 2002 sequer venceu alguma corrida para poder falar em desempenho desse ou daquele outro piloto.
Com passagem pela Lotus, Tyrrell, Arrows, BAR, Ferrari, Sauber e Toyota, disputou 111 grandes prêmios e subiu ao pódio duas vezes, somando 33 pontos. Sua melhor colocação em um mundial da Fórmula um foi um 10º lugar!
Então quem esse moço pensa que é para criticar um piloto com a qualidade de Felipe Massa?
Felipe entrou na Fórmula Um em 2002, pela Sauber, disputou 150 Grandes Prêmios e venceu 11, subiu ao pódio 33 vezes e marcou 554 pontos com 15 poles e 13 voltas mais rápidas, portanto, o talento de Massa já fora mais que comprovado ao longo de sua trajetória, não obstante a sua atual má fase.
Talvez “chato” não tenha pensado um pouco antes de fazer sua crítica, afinal ela se baseia nos primeiros testes da pré-temporada, em que a Ferrari não foi bem, e o brasileiro ficou atrás de Alonso e de outros pilotos de escuderias mais fracas.
Eu mesmo critiquei o desempenho de massa nos testes (leia clicando aqui), mas acho demais quando leio, ouço ou vejo uma crítica desprovida de maior aprofundamento. Não sou dono da verdade, nem tenho autorização oficial, parentesco ou qualquer outra proximidade que possa me guindar ao posto de defensor-mor do brasileiro.
Porém, mesmo que Massa se dê mal nesta segunda sessão de testes (que começa nesta terça (21), em Barcelona), ele merece o crédito que lhe fora dado pela escuderia italiana, portanto, é prematuro pensar que a Ferrari errou ao querer substituí-lo de imediato.
Além da pressão que Felipe Massa já enfrenta este ano, há movimentação de outros pilotos interessados em um fracasso seu.
No mercado volátil dos cockpits a ética ou quaisquer outros preceitos de respeito ao ser humano passam ao largo das negociatas recheadas de Dólares, Euros e outras mercadorias.
Quanto ao Mika “chato”, este deveria ser, pelo menos, cauteloso ao declarar quaisquer opiniões sobre pilotos que o superaram nas pistas, lugar onde ele não obteve grande desempenho. Mika passou pela Ferrari, em 1999, quando abriu passagem para Eddie Irvine vencer o Grande Prêmio da Alemanha. Naquela ocasião o finlandês substituía Michael Schumacher, que se recuperava de um acidente.
Então, Cala a Boca Mika “Chato”!
Robério Lessa é jornalista e editor do site Carros e Corridas. Formado pela Universidade Federal do Ceasrá, escreve desde 1992 sobre automobilismo.
Foto: Scuderia Ferrari-Divulgação.




