Apenas dois segundos separaram o piloto Cristian Baumgart e o navegador Beco Andreotti (Mitsubishi) da vitória da sétima etapa do 18º Rally Internacional dos Sertões, realizada nesta terça-feira (17). De acordo com resultados extra-oficiais, a dupla do X Rally Team chegou em segundo lugar, com o tempo de 02h13min10s0. A prova foi vencida por Guilherme Spinelli/Youssef Haddad (Mitsubishi), que marcou 02h13min08s0. A equipe é patrocinada por Vedacit e Mitsubishi, com apoio de Usiminas Automotiva e BFGoodrich.
Com o resultado, a dupla permanece em sétimo no acumulado de tempos, com 19h36min23s9. Cristian e Beco foram os vencedores do sexto dia de prova, a chamada etapa maratona, a mais temida do Rally dos Sertões, e dos dois prólogos, realizados em Goiânia (GO) e Palmas (TO). Na categoria Protótipos T1, a equipe foi a segunda colocada de hoje e está em quarto no acumulado de tempos.
A outra dupla do X Rally Team, formada pelo piloto Marcos Baumgart e pelo navegador Kleber Cincea também conquistou um ótimo resultado nesta etapa. A dupla chegou em sexto, com o tempo de 2h18min10s, e mantém a quarta colocação no acumulado de tempos, com 18min54min48s7. Na categoria Protótipos T1, a dupla está na segunda colocação e foi a quinta colocada no dia.
Neste sétimo dia, o Rally dos Sertões ligou São Felix do Tocantins (TO) a Balsas (MA), em um percurso de 520 quilômetros. O trecho cronometrado, que inicialmente teria 485 quilômetros e seria o maior desta edição da prova, foi reduzido e teve apenas 222 quilômetros; a segunda parte do trecho foi transformada em deslocamento final. “Passamos mais de oito horas dentro do carro, um calor insuportável. A etapa foi muito desgastante. Levamos dois sustos, quando cruzamos com uma moto e um caminhão, possivelmente de moradores locais, no meio do trecho”, afirmou Cristian. 
O companheiro de Beco Andreotti explicou que a região do deserto do Jalapão costuma dar sorte para os carros do X Rally Team. “Apesar de ser o trecho mais difícil, nunca quebramos lá. Como não podíamos contar com o suporte da equipe de apoio depois da maratona, fizemos uma checagem geral e estava tudo certo com o carro. Estou muito contente com o desempenho do nosso equipamento, que já mostrou ser muito confiável e com condições de ganhar o Sertões. Pena que tivemos o problema com o diferencial na primeira etapa e duas penalizações”, comentou. As duas duplas correm com picapes Mitsubishi L200 Triton, equipadas com o motor Mitsubishi Lancer Evolution X, que convertido para o etanol, rende 330 cavalos de potência.
Para Marcos Baumgart, o encurtamento do trecho da especial prejudicou a estratégia da dupla. “Preservamos o carro na primeira metade do Sertões justamente para poder fazer a diferença nessa fase da competição. Fomos surpreendidos com o fim da prova. Mas temos mais três etapas pela frente e agora vamos acelerar. Estamos em terceiro no geral e brigando pelo título. O rali só termina com a bandeirada final em Fortaleza”, explicou o piloto do veículo 312.
De acordo com a organização da prova, um imprevisto acabou encurtando o trecho cronometrado. Uma das quatro equipes de apoio do Rally dos Sertões, composta por seis carros e 26 pessoas, não conseguiu contornar uma serra. Para um caminho alternativo, seria necessário percorrer 300 quilômetros a mais e o tempo não seria suficiente para realizar a cobertura do trecho.
Para o oitavo dia de competição, nesta quarta-feira (18), Marcos espera encontrar um trecho com muitas lombadas, estradas estreitas e fazendas, com trechos que alternam média e alta velocidades.
Foto:Marcelo Maragni/Divulgação.



