Ao deixarem o Estado do Tocantins rumo ao Maranhão, no segundo dia da etapa Maratona, que começou no deslocamento entre Palmas (TO) e São Félix do Tocantins (TO), o 18º Rally Internacional dos Sertões sofreu uma alteração na especial desta terça-feira. Devido às más condições na estrada e à impossibilidade de se percorrer um caminho alternativo, que acarretaria em um acréscimo de 300 quilômetros, o trecho cronometrado foi encurtado de 485 para 222 km, para segurança dos competidores. A equipe Valtra Dakar Eco Team teve um dia complicado, com dois problemas no carro que lhes atrasaram durante a disputa da sétima etapa. Quando tentavam recuperar o tempo perdido, a organização encerrou a especial. Com isso, a dupla Klever Kolberg e Flavio França acabou na 11ª colocação na especial e agora ocupa o segundo lugar no acumulado de tempos.
O forte calor do cerrado e o piso de areia dificultaram a prova para pilotos e navegadores. A região do Jalapão, em Tocantins, mais uma vez castigou a todos, já que os competidores ainda tiveram de percorrer toda distância até Balsas (MA). Foram quase oito horas dentro dos veículos.
“Foi nossa pior etapa. Largamos bem, mas no quilômetro 40 o suporte das bobinas quebrou. Com isso, elas ficaram penduradas pelos cabos, causando mau contato e uma perda de potência considerável”, relatou Kolberg.
A solução foi improvisar o conserto com uma cinta de nylon para tentar voltar para a competição. Porém, mais adiante a dupla teve um pneu furado e, novamente, a perda de tempo para substituí-lo foi grande.
“Saímos de novo em busca do tempo perdido e próximo do quilômetro 220 nos deparamos com a organização sinalizando o fim da especial. Foi uma pena porque acredito que teríamos chances de melhorar a posição. Agora, estamos em segundo no geral, mas mais próximos do terceiro colocado do que do líder”, avaliou o piloto do Valtra Dakar Eco Team.
A organização comunicou que após três levantamentos previamente realizados, além da conferência de roteiro, a especial apresentada aos competidores, entre São Félix do Tocantins (TO) e Balsas (MA), apresentava 485 quilômetros. Entretanto, por conta das condições ruins apresentadas na estrada, uma das quatro equipes de apoio do Rally dos Sertões, composta por seis carros e 26 pessoas, não conseguiu contornar uma das serras do percurso. Para um caminho alternativo, seria necessário percorrer 300 km a mais e o tempo não seria suficiente para realizar a cobertura do trecho. Prezando pela segurança dos competidores, a organização da prova optou por encurtar a especial, que foi encerrada no quilômetro 222.
A dupla Kolberg/França,, que compete com um Protótipo Etanol, batizado de Próton, sabe que a partir de agora terá de andar muito rápido e contar com a sorte para tentar uma vitória na prova. O antepenúltimo dia de rali será a entrada do Sertões no Estado do Piauí, deixando para trás o Maranhão. Os competidores irão para mais uma etapa bastante longa, com extensão total de 653 km, sendo 183 deles cronometrados.



