Na última curva, piloto canadense James Hinchcliffe foi o vencedor da etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada na tarde deste domingo (05), no circuito do Anhembi, em São Paulo.
Na mais espetacular volta final da edição da prova brasileira no traçado de rua, Hinchcliffe conseguiu superar Takuma Sato na última chance que tinha para alçar o primeiro posto. O canadense foi bloqueado pelo japonês, que deu uma escorregada, e, habilmente, o piloto da equipe Andretti Autosport colocou o carro de lado em uma manobra precisa e na hora certa para, enfim, conseguir seu objetivo e receber a bandeira quadriculada à frente dos outros 24 pilotos que disputaram a prova. Em terceiro, chegou o norte americano Marco Andretti, colocando o segundo carro da Andretti Ausport no pódio.
Mesmo com o segundo lugar, Takuma Sato assume a liderança da competição com 136 pontos, Marco Andretti é o segundo com 123, e o brasileiro Helio Castroneves, o terceiro com 116 pontos.
A próxima etapa da competição será realizada no dia 26 de Maio, nas 500 Milhas de Indianápolis.
Foram 75 voltas de muita disputa, velocidade e emoções fortes a etapa da Fórmula Indy no Brasil.
Após a largada os pilotos conseguiram contornar a primeira curva do circuito do Anhembi, nas ruas de São Paulo, sem maiores problemas, apenas pequenos toques comuns em corridas, sobretudo em traçados de rua.
Tony Kanaan, que largou em quarto, superou o terceiro colocado, o venezuelano Ernesto Viso, e se posicionou na terceira posição, sendo o mais rápido no inicio da prova, ajudado pelo uso dos pneus macios.
Enquanto atrás, Will Power começava errando e chegou a tocar roda com outros carros, enquanto Helio Castroneves seguia atrás de Bia Figueiredo. Na ponta, Hunter-Reay, em segundo Dário Franchitti.
Na quinta volta o carro de Bia Figueiredo andava lentamente na pista provocando a primeira bandeira amarela da prova. Após ter rebocada até os boxes, a representante feminina do Brasil na categoria recebeu a má notícia da equipe de que a falha da caixa de marcha não poderia ser sanada, pondo fim a sua breve corrida.
“Perdi as marchas. O carro não reduzia e se manteve em sexta marcha. Antes da corrida teve um problema do alternador, mas esse não teve como reparar, não tinha como voltar para a corrida”, disse Bia com um tom de voz triste.
Na relargada Tony Kanaan superou Franchitti e partiu para o ataque ao líder Hunter-Ray, e antes de terminar a volta assumiu a liderança da corrida na décima volta, após uma manobra que mostrou muita confiança do piloto que sequer travou os pneus quando retardou a freada forte para sair à frente de Ray na saída da curva e levar o público ao delírio.
O outro brasileiro na prova, Castroneves, acabou tocando na traseira do carro de seu companheiro de equipe, o australiano Will Power, provocando um leve dano na asa dianteira de seu Penske.
Após a relargada Will Power começou a andar forte e começava a melhorar sua marca a cada passagem, até que na décima oitava volta, após fazer a volta mais rápida da corrida (até aquela volta) teve de abandonar a prova após o motor de seu carro ficar em chamas, pondo fim a esperança do piloto de conquistar sua quarta vitória no circuito do Anhembi.
Na segunda relargada vários pilotos se tocaram na primeira curva o que provocou uma nova bandeira amarela.
Na terceira relargada Helio Castroneves, ao tentar desviar do carro de Simon Pagenaud foi tocado por Scott Dixon e acabou caindo para a última posição. Na liderança (volta 27) aparecia Sebastien Bourdais. Tony Kanaan aparecia em oitavo e correndo com os pneus mais duros, a exemplo de Hunter-Ray que mostrava consistência e se mantinha como postulante ao primeiro posto.
Na volta 33 Takuma Sato, que vencera a etapa anterior (em Long Beach) assumiu a liderança, andando na faixa de 1:21.sete aproveitando os pneus macios, mais rápidos. Em duas voltas, o japonês abriu uma vantagem de 1.477 segundos em relação ao segundo colocado naquela altura da corrida, o norte americano Ryan Hunter-Ray, que trazia Tony Kanaan em te Dário Franchitti, em quarto.
Outra bandeira amarela foi necessária para que fosse retirado da pista parte da asa dianteira do carro de Graham Hahal, que bateu na barreira de pneus. Takuma Sato arriscou e foi para os boxes e voltou em 19º, deixando a liderança para Hunter-Ray, com Tony Kanaan, em segundo; Dario Franchitti, em terceiro; e Scott Dixon, em quarto. Helio Castroneves era o 17º com 39 voltas completadas.
Na relargada Ray e Kanaan e Dixon se mantiveram em suas posições. Mas, antes de completar a 40ª volta, nova bandeira amarela, desta vez por causa do enrosco entre os carros dos pilotos JR Hildebrand, Sebastien Bordais, Simon Pagenaud, e Helio Castroneves que levou seu Penske número três com a asa dianteira danificada e o pneu traseiro direito rasgado e dechapando. Nos boxes, a equipe optou por trocar o pneu danificado e devolvê-lo à pista, e retornar para nova parada para não perder a volta em relação aos outros pilotos.
Mais uma vez Helio Castroneves estava na parte final do grid e ia ter de fazer nova recuperação dentro da conturbada prova para o piloto. Com a demora para a relargada a Penske colocou pneus mais macios e reabasteceu o carro do piloto.
Quando autorizada a relargada já estava na volta 44, faltando 31 para a bandeirada final, e desta vez os pilotos seguiram sem problemas, com Ryan Hunter-Ray na liderança, e Tony em segundo. No final da volta o brasileiro recuperou a prova após ameaçar passar por dentro e ser fechado, Kanaan colocou seu carro por fora, e superando Ray em uma manobra de encher os olhos e digna de aplausos da torcida.
Apesar do esforço, Kanaan perdeu ritmo e foi superado por Marco Andretti e Oriol Servia, dois pilotos que vinham com pneus macios. Com os pneus desgastados, o brasileiro acabou caindo para a quinta posição. Na volta 51 Tony Kanaan passou lento dando indicação de que faltava combustível.
O erro primário da Equipe KV Racing, que decidira por deixar o piloto em mais uma volta na pista, após abortar a entrada nos boxes na volta 50, como estava programada, deixou o carro do brasileiro parado na pista, causando enorme frustração do público e do piloto, que , na imagem da transmissão, mostrava visível desconforto debaixo do capacete.
A KV estragou toda a corrida de Kanaan, que superava uma luxação nos ligamentos da mão esquerda, e fazendo uma prova excelente, na qual executara duas ultrapassagens fenomenais dentro da pista em busca da vitória, que parecia possível, dado ao rendimento que apresentava.
Em último, Kanaan perdeu duas voltas e, após reabastecimento e troca dos pneus, voltou à pista a fim de buscar uma recuperação e torcer por outras bandeiras amarelas para tirar as voltas de diferença.
E uma nova bandeira amarela surgiu na volta 56, mas não foi suficiente para o brasileiro descontar as duas voltas, ficando a um volta do líder.
Na relargada Takuma Sato vinha ao lado de James Hinchcliffe, e pulou para a ponta, trazendo Josef Newgardem em segundo; Simon Pagenaut, em terceiro; James Hinchcliffe, em quarto; Oriol Servia, em quarto; Marco Andretti, em quinto; e Ryan Hunter-Ray, em sexto.
Na liderança, o japonês buscava sua segunda vitória na categoria e era o mais rápido naquele momento da prova.
Sato manteve a ponta e conseguiu segurar os ataques de Josef Newgardem em uma briga franca pela vitória em solo brasileiro. Faltando quatro voltas para o final, os dois chegaram a se tocar e permitiram a aproximação perigosa do canadense James Hinchcliffe, que ultrapassou Josef Newgardem faltando três voltas para o final e partindo para o ataque contra Sato.
James Hinchcliffe e Sato protagonizaram o duelo final pela vitória. Os dois estavam determinados a vencer e deram mais emoção aos quilômetros finais.
A corrida só foi decidida na última curva quando James Hinchcliffe, após ser fechado por Sato, conseguiu superar o japonês executando boa manobra (o chamado “x”) após o carro de Takuma dar uma leve escorregada em sua defesa de posição.
Com James Hinchcliffe em primeiro, o pódio da corrida brasileira foi completado com Takuma Sato, em segundo e Marco Andretti, em terceiro.
Helio Castroneves concluiu a prova em 13º, Tony Kanaan, em 21º e Bia Figueiredo abandonou a pr Tony Kanaan, em ngo (05), no circuito do Anhembi, em Seira da F da pista em busca da vitova após quebra da caixa de marcha, ficou na 25ª última posição.
Resultado final da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé 2013:
1. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), 75 voltas
2. Takuma Sato (JAP/A. J. Foyt-Honda), a 0s3463
3. Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet), a 1s1376
4. Oriol Servià (ESP/Panther DRR-Chevrolet), a 1s1745
5. Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda), a 1s6516
6. Ernesto Viso (VEN/Andretti-Chevrolet), a 2s8119
7. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), a 3s5961
8. Simona de Silvestro (SUI/KV-Chevrolet), a 4s2772
9. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 7s6331
10. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 9s0265
11. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet), a 9s5135
12. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 10s4393
13. Helio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 11s1234
14. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 13s6406
15. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 13s7377
16. Tristan Vautier (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 14s3517
17. James Jakes (ING/Rahal Letterman-Honda), a 19s8585
18. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 29s4261
19. Sebastian Saavedra (COL/Dragon-Chevrolet), a 54s7223
20. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 2 voltas
21. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 3 voltas
22. Graham Rahal (EUA/Rahal Letterman-Honda), a 4 voltas
23. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 4 voltas
Não completaram
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet), 18 voltas/motor
Bia Figueiredo (BRA/Dale Coyne-Honda), 6 voltas/alternador
Texto: Robério Lessa.
Fotos: Indy Car/ Carsten Host e Claudio Capucho – Fotoarena/Divulgação.





