Acompanhe no Carros e Corridas mais uma coluna do piloto Helio Castroneves.
Bom dia, galera, tudo bem? Estou muito feliz por ter conquistado a vitória domingo em Edmonton, no Canadá, e espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu. Realmente, eu acho que aquele lugar estava em dívida comigo e agora, dois anos depois daquela injustiça toda, repeti a vitória de 2010, mas dessa vez é MINHA!!! Wohoo!!!
Foi uma vitória do planejamento e da paciência. Na verdade, o primeiro passo decisivo rumo ao lugar mais alto do pódio foi dado no sábado, depois do Qualifying. Largando em 5º, eu tive a chance de trocar o meu motor Chevrolet por uma versão mais nova, mais atualizada, com algum ganho de potência. Mas decidi abrir mão de uma performance melhor a perder dez posições no grid. Na verdade, eu apostei no grau de equilíbrio do meu carro. Trabalhamos muito forte, minha equipe e eu, e conseguimos um carro não tão rápido, mas muito bem equilibrado.
Acho mesmo que, com o acerto que conseguimos, poderia ter lutado pela pole. Acontece que fui para o Fast Six com o mesmo acerto de chuva do Q2. A gente apostou que a pista não iria secar, porque choveu no meio da classificação, mas a “danada” secou rapidinho e eu fiquei sem tempo de mudar o acerto.
Na corrida, outro momento decisivo foi quando fiquei atrás do Alex Tagliani, durante exatas 23 voltas, na 2ª colocação. Isso foi entre o meu primeiro e segundo (e último) pit. Naquela hora, poderia ter forçado para cima dele, que estava fazendo uma excelente corrida diante de sua torcida canadense. Mas o meu carro estava mais no chão, então, foram voltas em que não forcei o carro em tentativas de ultrapassagens arriscadas e procurei poupar o equipamento.
É aquela coisa meio maluca que meu pai me falava quando eu era moleque e eu, tonto, não conseguia enfiar na minha cabeça. Ele dizia: “Para vencer, meu filho, nem sempre acelerar tudo é o principal. Às vezes, tirar um pouco o pé é fundamental”. Foi que aconteceu. A economia permitiu que eu ficasse mais tempo na pista, pouco antes de parar fiz uma volta em 1min17s8 (minha melhor volta até aquele momento) e, mais o trabalho perfeito no pit, voltei na ponta.
Na parte final, quando o Takuma Sato estava tentando me passar, eu estava tranquilo, com o meu amarelinho #3 na mão e, no final, fui pra galera, para o alambrado, para o pódio, com tudo que tinha direito. É isso aí, pessoal, contente demais em poder dividir essa alegria com vocês e, como vice-líder, estou na briga esse título. Muito obrigado e Vamos que Vamos!!!
*Coluna publicada originalmente no jornal Metro, reproduzida por Carros e Corridas sob autorização”
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Fotos: Castroneves Racing/Divulgação.




