A ansiedade para a estreia da primeira equipe brasileira da história da Nascar já era grande. E depois que a etapa de abertura da K&N Pro Series East, no Greenville Pickens Speedway (estado da Carolina do Sul), foi adiada em razão da insistente chuva que caiu durante todo o final de semana no circuito oval (condições que impossibilitam a realização do evento), ela só aumentou. A prova será realizada neste sábado (2), no mesmo local.
Para esta primeira prova, os três Toyota Camry da X Team Racing terão três norte-americanos ao volante: Coleman Pressley, Matt DiBenedetto e Alex Bowman. “Nessa etapa, optamos por três norte-americanos, mas a nossa meta é contratar um brasileiro. Escolheremos os dois melhores dos EUA, e assim que conseguirmos captar os patrocínios, teremos um piloto do Brasil em um de nossos carros”, disse Geraldo Rodrigues, que, ao lado do engenheiro Laerte Zatta, é investidor do time.
Objetivos – Abrir as portas do automobilismo norte-americano para o Brasil é o principal objetivo da X Team Racing, primeira equipe brasileira na história do principal campeonato do automobilismo norte-americano. A iniciativa é inédita em termos de criar meios para o acesso à tradicional categoria e nasce de uma parceria firmada entre a ReUnion USA – braço internacional da ReUnion Sports & Marketing – e o engenheiro Laerte Zatta, profissional que tem passagens por divisões da NASCAR como supervisor da Toyota.
Apesar do grande sucesso de pilotos brasileiros no mundo todo desde os anos 70, o Brasil nunca conseguiu ter um representante na divisão principal da NASCAR, a Sprint Cup, um campeonato que rivaliza com a própria Fórmula 1 em termos de movimentação financeira. Somente em produtos licenciados, são mais de US$ 2 bilhões arrecadados anualmente.
“É um mercado extremamente protegido. Os americanos mantém uma postura bairrista, protecionista até, o que é tradicional por aqui, mas que impede a penetração de estrelas de outros países – com raras exceções”, destaca Geraldo Rodrigues, fundador da ReUnion e que encabeça o projeto X Team Racing. “Até mesmo entre as fábricas a regra é rígida: a Toyota, principal fabricante de automóveis do mundo, levou sete anos para conseguir chegar às corridas principais da categoria”, apontou.
A equipe vai disputar a NASCAR K&N Pro Series East, divisão de acesso da tradicional categoria. Segundo Geraldo, os planos são de chegar à principal série dentro de cinco anos. “A NASCAR oferece um oceano de possibilidades para marcas que buscam projeção internacional”, disse o empresário. “E o bom momento do Brasil pode ser o que faltava para conseguirmos abrir mais essa fronteira para o esporte a motor nacional”, explicou.



