Partindo de Buenos Aires e retornando à Rosario, na Argentina, passando pela Bolívia, serão nove mil e 583 quilômetros e 15 dias no Rally Dakar. A Mitsubishi irá com três ASX Racing para a disputa, com as duplas: Guilherme Spinelli / Youssef Haddad e Carlos Sousa / Paulo Fiuza, pela Equipe Mitsubishi Petrobras e João Franciosi / Gustavo Gugelmin, pela Ralliart Brasil.
“Iremos com uma equipe forte. São três carros iguais desenvolvidos pela Ralliart Brasil com três duplas experientes. Isso aumenta a troca de informações entre os pilotos e dá mais tranquilidade durante a prova”, afirma Spinelli.
Com uma grande experiência no off-road e três títulos consecutivos na categoria Protótipos T1 do Rally dos Sertões, João Franciosi faz sua estreia no Rally Dakar. “Quando alguém entra no rally, almeja fazer o Dakar com um carro top. E depois de 11 anos de Rally Sertões estou realizando esse sonho. Um objetivo que vinha buscando há muito tempo e isso é muito gratificante”, comemora Franciosi.
O Rally Dakar terá 556 competidores de 60 países. Uma das novidades desta edição, será o prólogo realizado em Buenos Aires. Com apenas 11 quilômetros, a prova no dia dois de janeiro, define a ordem de largada.
Com a saída do Peru do roteiro, a organização se viu obrigada a alterar o planejamento inicial, o que mudou às características da competição. “Vai ser um percurso muito diferente, com características de um baja, com mais caminhos e estradas do que de deserto. Esse tipo de prova nos favorece”, disse Carlos Sousa.
O Dakar mostra suas dificuldades a partir do terceiro dia, com a maior especial desta edição. Serão 521 km de trecho cronometrado entre Villa Carlos Paz e Termas de Rio Hondo, na Argentina, ao todo são 858 km.
“A primeira parte do rally terá especiais longas, dias longos, mas com características mais tranquilas”, destaca o navegador Youssef Haddad. Uma novidade que irá dificultar ainda mais será a etapa maratona logo no quarto dia de competição. Desta vez, nem os pilotos poderão fazer a manutenção nos veículos, como normalmente ocorre. “Desde 1998 o Dakar não faz algo desse tipo”, ressalta Youssef.
Na chegada à Bolívia, a chuva pode dificultar ainda mais as especiais, assim como houve em 2015. “A Bolívia foi um misto de surpresas. Os carros estarão sujeitos a um enorme desgaste e a altitude sempre preocupa”, afirma Carlos Sousa.
Já o dia de descanso para os competidores será em Salta, na Argentina, no dia 10 de janeiro. “Serão três dias em Fiambalá, uma região que tem o maior índice de abandonos da competição, devido ao alto grau de dificuldades. A organização divulgou que a etapa que é um laço em Belén será a pior especial de deserto da história da prova. E aquela região, apesar de não ter grandes extensões de desertos, tem plenas condições para isso”, descreve Youssef.
O maior dia em quilometragem será já na reta final, com 931 km entre San Juan e Villa Carlos Paz, com 481 km de especial.
Rally Dakar 2016
31/12 e 01/01: Verificações técnicas e administrativas
02/01: Largada promocional emBuenos Aires e Prólogo
03/01: Buenos Aires – Villa Carlos Paz
04/01: Villa Carlos Paz – Termas de Río Hondo
05/01: Termas de Río Hondo – Jujuy
06/01: Jujuy – Jujuy
07/01: Jujuy – Uyuni
08/01: Uyuni – Uyuni
09/01: Uyuni – Salta
10/01: Jornada de descanso en Salta
11/01: Salta – Belén
12/01: Belén – Belén
13/01: Belén – La Rioja
14/01: La Rioja – San Juan
15/01: San Juan – Villa Carlos Paz
16/01: Villa Carlos Paz – Rosario
Texto: Mitsubishi Motors
Fotos: Jorge Cunha/Aifa/Divulgação
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