A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), após reunião do Tribunal Internacional da entidade, realizada nesta quinta (20), em Paris, a entidade máxima do esporte motor se pronunciou sobre o teste secreto que a equipe Mercedes realizou após o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula Um, no circuito da Catalunha, em Barcelona, nos dias 15 e 17 de maio. Nos testes a Mercedes teria usado o carro deste ano, o que é proibido pelo regulamento da categoria.
A FIA decidiu que a Mercedes quebrou as regras e, com isso, obteve vantagem injusta sobre as outras equipes da Fórmula Um quando realizou os testes privados com os pneus da Pirelli, fornecedora oficial de pneus da categoria, usando o carro de 2013, o que é proibido pelo regulamento da competição.
A argumentação da FIA, foi a de que os testes com mais de 1.000 quilômetros, no qual os pilotos Nico Rosberg e Lewis Hamilton chegaram a usar capacetes diferentes dos seus com o intuito de não serem identificados durante as sessões que deveriam ser “secretas”.
Como a Pirelli não havia convidado nenhuma outra escuderia, e a prática foi planejada sigilosamente, sem o conhecimento, e o consentimento das demais equipes, a Mercedes e a Pirelli realizaram o que a FIA entendeu como uma atividade prejudicial à competição.
Mesmo assim, a FIA não anunciou nenhum tipo de punição, o que deve ser anunciado nesta sexta (21).
Em sua defesa, a Mercedes alegou que o teste foi realizado pela Pirelli e a equipe, portanto, não violou o artigo 22.1 do regulamento esportivo. Em relação ao uso do carro de 2013, a Mercedes argumentou que, se isso é considerado uma violação das regras, então que assim deve punir a Ferrari, que também realizou, junto com a Pirelli, testes no início deste ano com um carro de 2011, alegando que as mudanças entre um carro 2011 e um carro 2013 são “minúsculas” em termos de performance. O Artigo 22.1 impede o uso de carros da atual temporada.
Admitindo uma parte da culpa, a Mercedes admitiu que com errou ao pedir aos pilotos Nico Rosberg e Lewis Hamilton usarem capacetes pretos, admitindo que essa atitude possa ter contribuído para o ar de suspeita em torno do teste.




