A Fórmula Um chega a sua sexta etapa neste domingo (26) com a realização do Grande Prêmio de Mônaco, nas ruas do principado de Monte Carlo.
O GP de Mônaco começa suas atividades na quinta (23) com a realização das duas sessões de treinos livres, às 5h e às 9h (Horário de Brasília). Diferente das demais etapas do ano, com a realização das duas primeiras práticas na sexta, a pista mais charmosa da Fórmula Um reserva este dia para eventos das equipes e patrocinadores.
Os pilotos voltam à pista no sábado (25), às 6h para o terceiro treino livre, antes de participarem da classificação para definição do grid de largada que acontece às 9h. No domingo (26), a largada da corrida monegasca acontece às 9h.
As corridas são disputadas nas ruas do principado desde 1929 e, em 1950, passou a receber a principal categoria do automobilismo mundial. O GP de Mônaco somente não foi realizado em três oportunidades, todas na década de 1950.
Com um traçado curto, de 3.340 metros, montado em ruas estreitas, com muitas diferenças de elevação e curvas apertadas, o circuito de Mônaco é o mais exigente do calendário. Nele os pilotos realizam mais de 3.600 mudanças de marchas. As características também fazem da prova uma corrida decidida na tomada de tempos, uma vez que é bem difícil ultrapassar.
A falta de espaço na pista ganhou do brasileiro Nelson Piquet uma das melhores definições quanto ao desafio de andar espremido por guard-rails. “Andar em Mônaco é como andar de bicicleta na sala de sua casa”, disse o tricampeão mundial da Fórmula Um.
O túnel na pista é outra característica ímpar de Mônaco. Os pilotos entram em alta velocidade e sofrem com o contrates da rápida adaptação ao contraste entre luz de fora do túnel (luz do dia) e a luz artificial que ilumina sua extensão. Hoje o problema é menor, já que a tecnologia adotada nos refletores ajuda sobremaneira na melhor iluminação, mas ainda incomoda os pilotos no local de maior velocidade d o traçado, que antecede a uma forte freada para contornar as curvas finais do circuito.
As equipes usam o máximo de downforce nos carros, já que é preciso ter elevada aderência para contornar as curvas em um circuito carente de retas. Essa ausência de retas leva a um problema que deixa os engenheiros preocupados, a elevada temperatura dos freios.
Como os carros andam próximos e exigem muito dos freios, que trabalham muito. Assim, para refrigerar o componente, é preciso até mesmo aumentar a entrada dos dutos de ar para deixar o disco o menos aquecido possível.
Depois do GP da Espanha, quando grande parte das equipes teve de fazer quatro trocas, o comportamento dos pneus será decisivo na corrida deste domingo. Com isso, a corrida deve ser decidida pela estratégia das equipes ao longo das 78 voltas programadas.
Fotos: Reprodução de Cartaz da corrida de 1950 – Red Bull Racing/Divulgação.




