O brasileiro Helio Castroneves, da equipe Penske de Fórmula Indy, foi ao pódio neste domingo (12) com o segundo lugar no Grande Prêmio da Louisiana, disputado sob tempo instável no Nola Motorsports Park. O resultado permitiu que o piloto do Penske Chevrolet número três evoluísse de quarto para a vice-liderança do campeonato (2015 Verizon IndyCar Series), agora com dez pontos de desvantagem para Juan Pablo Montoya, que manteve a liderança conquistada em São. Petesburgo.
Segunda etapa de 16 previstas no calendário, a rodada inaugural no circuito de New Orleans foi marcada pela chuva, ocorrência que já havia provocado os cancelamentos da classificação no sábado e do Warm-up no domingo. Embora no momento da largada a chuva estivesse momentaneamente ausente, o acúmulo de água na pista contribuiu para que acontecessem nada menos do que seis interrupções sob bandeira amarela.
As dificuldades da pista e a aproximação de nova zona de instabilidade foram o bastante para que a corrida foi encerrada com 47 voltas – e sob bandeira amarela – em lugar das 76 inicialmente previstas. Foram ao todo 26 voltas com bandeira amarela em todo ou circuito ou 55,3% das voltas computadas.
“Vou ser honesto com você, é até difícil encontrar palavras para descrever como foi complicada essa corrida”, disse Castroneves, o quarto no grid em razão da classificação anterior do campeonato. Após completar a primeira volta em terceiro e de liderar antes do primeiro pit, viu esse prenúncio de um bom resultado se transformar em sérios problemas na volta 21, quando perdeu parte do bico do carro em razão de uma manobra do italiano Francesco Dracone, então retardatário, na segunda relargada.
“Por causa do acidente, tive de fazer uma parada forçada e caí para 20º, mas já voltei para a pista com uma estratégia diferente, que acabou dando muito certo”, comemorou o piloto, que passou a adotar uma estratégia de pit stops antecipados (o terceiro e último foi na volta 29) e uma condução que priorizou a economia de pneus, razão pela qual conseguiu se manter na pista no último grande pit coletivo, o da volta 33, e não mais deixou de frequentar o grupo da frente.
“Diante de tudo o que aconteceu, saio de New Orleans muito feliz e orgulhoso da minha equipe. Tenho certeza que os problemas do circuito serão superados, pois os caras do Nola Motorsports Park fizeram um trabalho incrível para trazer essa corrida para cá. Minha corrida poderia ter acabado naquela relargada, mas a gente nunca desister. Mudamos a estratégia, sob a condução do nosso capitão Roger Penske, e tratamos de pegar os “limões” que apareceram no caminho para fazer uma gostosa ‘limonada’”, festejou o piloto, que no próximo domingo estará em Long Beach, Califórnia, para a terceira corrida da competição.
Texto: Americo Teixeira Junior/Divulgação.
Foto: Indy Car/Divulgação.
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