A Volkswagen conseguiu melhorar o que já era bom e resolveu criar uma edição especial da Amarok. Visualmente mais esportiva, a Dark Label tem produção total de 1.000 unidades e seu preço gira em torno de R$ 125.000,00 a R$140.000,00.
Por esse preço, a montadora alemã espera atrair os consumidores com uma série de equipamentos de fábrica que a coloca em um patamar diferenciado dos modelos mais básicos. Assim, a Dark Label apresenta santantônio, estribos laterais, maçanetas, capa dos retrovisores e para-choque traseiro em preto fosco, com vidros laterais traseiros e vigia escurecidos, novo defletor dianteiro, lanternas traseiras escurecidas, iluminação da placa de licença por LEDs, além dos sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e, é claro, faixa decorativa com o logotipo Dark Label nas portas traseiras.
A reportagem do Carros e Corridas passou quatro dias com uma Amarok Dark Label e andou por 600km em terrenos variados.
A primeira missão da picape foi enfrentar o trânsito pesado da capital cearense no deslocamento de 20 km entre a concessionária Saga, localizada na avenida João Pessoa, e a cidade do Eusébio (na Região Metropolitana de Fortaleza). O que poderia ser complicado em virtude do tamanho do veículo, trafegar no pesado trânsito entre Fortaleza e Eusébio não foi um trabalho sacrificante.
O conforto da cabine, aliado aos bons instrumentos e à posição do motorista, deixam o condutor com o “carro na mão” e, mesmo sendo equipado com câmbio mecânico, as trocas de marcha não dificultam o trabalho de guiá-la, mas a preferência pelo câmbio automático deve tornar ainda mais agradável tê-la ao comando, mas isso é do gosto de quem compra, e o câmbio manual ainda tem muitos seguidores.
Problema mesmo é o espaço para estacionar em uma metrópole, e parar no supermercado e na farmácia exigiu um pouco mais de paciência e perícia para arranjar um lugar e, em um deles, ter cuidado ao abrir a porta para não amassar o carro que estava do lado.
Vencido esse primeiro percurso, foi a vez de colocar a Amarok na estrada e aí suas qualidades apareceram mais ainda.
Foram 120 quilômetros entre o Eusébio e a cidade de Beberibe. Em uma viagem à noite, foi colocada à prova a eficácia dos faróis, que passaram com nota máxima. Há de se ressaltar o retrovisor interno eletrocrômico, que evita o ofuscamento da visão do motorista quando este tem alguém atrás com luz alta.
Foram duas paradas no trajeto, uma para beber café, e outra para comprar água, e nos dois postos onde paramos a Amarok Dark Label chamou a atenção de alguns motoristas, um deles proprietário de uma Amarok Trendline, que gostou dos grafismos, e do interior, sobretudo dos bancos, que receberam forração parcial em couro.
A rodas de liga leve de17 polegadas com pneus 245/45 R17 ajudam no conforto durante trajetos mais longos, onde as imperfeições do asfalto não são repassadas para os ocupantes, e aí também se destaca a suspensão, que mesmo em velocidade superior a 100km/h não deixa o carro “solto” na pista, transmitindo segurança ao motorista.
Outro equipamento que auxilia o motorista em viagens é o piloto automático. Uma vez programada a velocidade máxima o dispositivo a mantém até o toque no freio para desativá-la.
A Amarok Dark Label testada tinha motor TDI 2.0 com quatro cilindros e 16 válvulas, o que dá 180 cv de potência. O preciso sistema de injeção direta de combustível common-rail e os dois turbocompressores completam o quesito trem de força deste veículo que topa qualquer terreno, já que tem torque máximo de 42,8 kgfm a 1.750 rpm.
Após chegar em Beberibe, na pousada vimos que é preciso ter um certo cuidado com a bagagem na caçamba que vem equipada com uma capa de vinil. Aqui a Volkswagen deveria oferecer aquelas redes elásticas para evitar que as malas rolem no assoalho da caçamba.
De dia foi a vez de enfrentar terra frouxa, barro, piçarra e alguns trechos alagados em uma fazenda de criação de camarão que sediava uma prova de Rally Baja para UTV’s, Quadriciclos, e motos.
Nesses terrenos a Dark Label mostrou-se valente e sua tração 4×4 faz com que os obstáculos sejam transpostos sem dificuldades.
Embora não tenhamos levado-a para trilhas mais severas, percebemos sua vocação para adequar-se aos mais variados tipos de consumidores, desde aquele que deseja uma picape para levar sua moto até as competições, o surfista que gosta de explorar praias distantes, o fazendeiro que precisa enfrentar estradas de terra, ou até mesmo o chamado “eventual aventureiro” que espera poder entrar e sair de qualquer situação com sua picape.
Saiba mais sobre a Amarok Dark Label clicando aqui.
Texto: Robério Lessa
Fotos: Camila Gurgel.
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