O autódromo do Velopark, no Rio Grande do Sul, recebe neste final de semana a nona e penúltima etapa da GT Brasil 2011. O circuito localizado no município de Nova Santa Rita, a cerca de 30 km da capital Porto Alegre, é um dos mais curtos do país – com apenas 2.278 metros de extensão – e é formado basicamente por duas longas retas ligadas por pequenas sequências de curvas. É esse formato que deve ser o grande desafio para os modelos Ginetta G50 que disputam a categoria GT4 da competição, segundo o piloto João Gonçalves que divide o carro 55 com Caê Coelho.
“O traçado do Velopark parece ser bem interessante, mas só vamos ter realmente o potencial das Ginetta depois dos primeiros treinos. É um carro que costuma levar vantagem em pistas com longo trecho de miolo, já que nas retas nosso motor é menos potente. Porém, o Velopark praticamente não tem miolo. A curva mais lenta parece ser a que dá acesso à reta dos boxes, onde é quase preciso parar o carro. Uma situação que iguala muito o desempenho dos chassis, e que nos dificulta por ser seguida da reta dos boxes”, comentou o piloto.
Em sua temporada de estreia no automobilismo depois de conquistar títulos como os do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Mundial de Kart, João Gonçalves encara mais um circuito desconhecido. As primeiras impressões e a preparação antes da prova vieram da tela do computador.
“Assisti a vários vídeos de câmeras onboard no Velopark e também usei um simulador para conhecer a pista. A primeira impressão é de que o traçado exige cuidado com as zebras, que são bem altas, e as áreas de escape são curtas. Isso exige uma pilotagem bem concentrada porque qualquer errinho pode prejudicar as corridas”, avaliou o piloto.
Os carros do Itaipava GT Brasil entram na pista já nesta quinta-feira, dia 10, para sessões extraoficiais de treinos. Elas vão servir, além de adaptação aos pilotos, para que os comissários técnicos avaliem o desempenho dos supercarros e façam os ajustes necessários para equalizar as máquinas. Um ponto que pode ser decisivo para as Ginetta G50, segundo Gonçalves.
“Por causa dessas características da pista, uma boa equalização por parte da CBA vai ser fundamental para estarmos na briga. Em Campo Grande, na última etapa, vimos que os Aston Martin estavam um pouco à frente dos outros carros. Se conseguirmos equilibrar melhor as forças, temos boas chances de estar na briga pelo pódio novamente neste ano”, completou o piloto.
Para o público apaixonado por carros e corridas no Rio Grande do Sul, a etapa do Itaipava GT Brasil é um prato cheio. O certame coloca em prova o desempenho de máquinas dos sonhos como Ferrari, Ford GT, Lamborghinis e Dodge Vipers – na categoria GT3. Entre os carros da GT4 disputam: Ginettas, Aston Martin e Maseratis, entre outros.
Os treinos oficiais começam na sexta-feira, enquanto as corridas serão disputadas no sábado e no domingo. Confira a programação para a nona etapa do Itaipava GT Brasil.
Foto: Luca Bassani/Divulgação.




