A previsão de fortes pancadas de chuva para o horário dos treinos não se confirmou, a sexta-feira teve apenas garoa por alguns momentos, e o primeiro dia de atividades da GT Brasil no Rio de Janeiro terminou sem surpresas, comprovando o domínio inicial do Lamborghini Gallardo LP560. O modelo ficou os três melhores tempos do dia, o mais rápido deles registrado por Bruno Garfinkel e Ricardo Maurício na última sessão, com 1min11s736.
“Foi bom, mas sabemos que os nossos adversários estão perto, está todo mundo muito próximo”, afirma Ricardo Maurício, autor da volta que colocou a dupla em primeiro lugar, imediatamente à frente de Marcelo Hahn e Allam Khodair. A diferença entre eles foi de apenas 0s073. “O Marcelo Hahn e o Allam Khodair e o Chico Longo e o Daniel Serra testaram aqui duas vezes antes da corrida e nós não participamos desses treinos, então eles estão um pouco à frente e temos que correr atrás”, acrescenta.
Ricardo Maurício reconhece a superioridade do carro, mas lembra que não pode ser esquecido o modelo dos líderes do campeonato, um Ford GT. “Existe diferença entre os carros, mas não podemos esquecer que o Valdeno Brito e o Matheus Stumpf ainda podem baixar muito, eu vi as parciais deles e sei que podem ser rápidos. Eles utilizam um pneu um pouco mais lento, mas que tem maior durabilidade na corrida, o que também é um fator favorável para eles”.
Marcelo Hahn tem a mesma opinião. “Não sabemos como estará o tempo amanhã, nem se os outros carros estão escondendo alguma coisa, mas a categoria está muito equilibrada e o que tem feito a diferença mesmo é a escolha dos pneus… É opção dos pilotos do Ford GT andar um pouco mais lento nos treinos, em função dos pneus, porque sabem que na corrida o carro vem bem, constante”, comenta o piloto, parceiro de Allam Khodair.
Nos treinos desta sexta-feira, Valdeno Brito e Matheus Stumpf ficaram em quarto lugar, três décimos atrás dos líderes. Walter Derani e Antonio Pizzonia, com Ferrari F430, fecharam o dia na sexta posição, progresso considerável levando em conta que o carro ainda não possui atualizações na parte de motor – previstas para a próxima etapa. “Se for analisar pela posição, estamos mesmo melhor do estávamos nas outras provas, mas a diferença de tempo continua igual”, conta Antonio Pizzonia.
Para tirar esta diferença em relação aos favoritos, só mesmo sob chuva. “Quando a pista está em piores condições, os pilotos mais experientes levam vantagem, conseguem extrair mais do carro, então pode ser bom para mim”, revela o piloto, que teve passagem pela Fórmula 1. O destaque do treino foi a presença do novo Audi R8 LMS – carro que a dupla Andreas Mattheis e Xandy Negrão estreia nesta etapa. Foi a primeira atividade oficial do carro no Brasil. E um dia de experiências.
A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) passou as três sessões de olho no modelo, definindo regras para equilíbrio de desempenho. “Testamos três configurações: uma do jeito que o carro chegou ao Brasil, outra com 60 quilos a menos e uma terceira com limitação de giros. Mesmo na situação mais favorável, ele ainda é mais lento que o Ford GT. Então, amanhã vamos buscar outra solução e acredito que estaremos em condições melhores para seguir com o Audi”, revela Andreas Mattheis.
Na dúvida, a equipe chegou a trazer os dois carros ao Rio de Janeiro, antes da opção definitiva pelo Audi R8 LMS. A programação prevê mais um treino livre, o último, para a manhã deste sábado (17), abrindo as atividades, às 09h30. Entre 11h30 e 13h15 serão realizadas as sessões classificatórias e, mais tarde, a primeira corrida do fim de semana. A prova, válida como a sétima do campeonato, está prevista para 15h50, com transmissão ao vivo na íntegra pela internet, no Terra TV, e flashes na RedeTV!.
Fotos:Fernanda Freixosa/Divulgação.



