O piloto brasileiro Lucas di Grassi, que é um dos responsáveis pelo desenvolvimento e testes dos pneus usados pela Fórmula Um, analisa o comportamento dos compostos para a nona etapa da competição, que acontece neste domingo (08), com largada prevista para às 9h.
Lucas fez os testes no ano de 2012, quando pôde experimentar os mais variados tipos de borracha. De acordo com sua avaliação, a escolha pelos pneus duros vai permitir aos pilotos andarem rápido com um composto que deve ter menor desgaste. “Eu testei o pneu duro experimental em Jerez este ano: é um conceito semelhante ao atual P Zero Prata, mas com maior aderência combinada e melhor desgaste. É particularmente eficaz em dias quentes e quando as condições da pista são ruins – assim você acaba com um pneu que é mais rápido e dura mais tempo”, disse.
Um dos trechos que requer atenção dos pilotos é a curva 9 é uma das mais rápidas em Silverstone, com os carros chegando a 290 Km/h e gerando uma força lateral de 5G. A temperatura da banda de rodagem do pneu pode ultrapassar 110°C neste trecho e a boa aderência lateral é a chave para uma volta rapidamente.
Acompanhe vídeo mostrando o comportamento dos pneus em Silverstone:
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No último ano, a pista recebeu um recapeamento parcial, embora continue bastante irregular, e ganhou um novo complexo de boxes e paddock. As equipes geralmente correm com uma downforce bastante elevada para garantir boa aderência aerodinâmica, mas precisam ajustar a suspensão em função dos solavancos causados pela irregularidade da pista, muitos dos quais absorvidos pelos pneus.
A Pirelli nunca experimentou uma corrida completamente seca em Silverstone, nem mesmo usou o pneu duro em condições de corrida. No ano passado, todos os carros começaram com o pneu intermediário e os cinco primeiros colocados adotaram estratégias de paradas semelhantes, com três trocas de pneus e sem a utilização do composto duro.
Foto: Divulgação.




