Lucas Moraes e Monleón assumiram a segunda colocação na prova no quilômetro 95 dos 115 disputados hoje. “Perdemos o primeiro lugar só por 18 segundos, quase deu mais uma vitória”, comemorou o brasileiro. “Amanhã nós vamos abrir a especial, ou seja, teremos a desvantagem de não contar com marcas na trilha, que ajudam a identificar qual é o caminho a tomar, porque vamos nos orientar somente pela planilha de navegação. Isso dificulta muito a tentativa de uma nova vitória, mas vamos fazer o melhor que conseguirmos”, comentou.
Mais dois carros contam com brasileiros na categoria Ultimate. Marcelo Gastaldi, que tem a navegação do francês Adrien Metge, chegou em 19º nesta quarta-feira e ocupa a mesma colocação na classificação geral. Já o duo Marcos Moraes e Maykel Justo chegou no 41º lugar, e está posicionado na 23ª colocação no acumulado da corrida. Na categoria Challenger, destinada a protótipos leves de competição, o navegador brasileiro Cadu Sachs e o piloto português Gonçalo Guerreiro terminaram o dia em terceiro e continuam na vice-liderança da classificação geral, atrás da dupla argentina Nicolas Cavigliasso e Valentina Pertegarini, que tem 26 minutos de vantagem.
A 11ª e penúltima etapa será disputada amanhã em 307km cronometrados no deserto Empty Quarter, em um território composto por “irqs”, palavra árabe que identifica uma região extensa de areia e dunas. O trecho está salpicado por perigosas quedas bruscas nas descidas das dunas de mais de 200 metros de altura. Mas é visto como uma oportunidade para os especialistas em pilotagem e navegação neste tipo de região. Não há internet disponível na maior parte do trecho – no acampamento, por exemplo, as equipes saem “caçando” sinal, deslocando-se pelo deserto até encontrar um ponto em que consigam conexão, sempre bastante precária.
Texto: Rodolpho Siqueira.
Fotos: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool.




