Único piloto a quebrar a barreira do 1min04s, o paulista Nonô Figueiredo estabeleceu a melhor volta das duas sessões de treinos livres que abriram a programação da 9ª etapa da Stock Car nesta sexta-feira em Tarumã. O veterano piloto da AMG assumiu a primeira posição nos ensaios da tarde, quando praticamente todos os pilotos utilizaram o jogo extra de pneus novos disponibilizados pela organização. Felipe Maluhy (Medley) fechou a lista dos 10 mais rápidos numa sexta-feira em que, favorecidos pelo curto traçado de apenas 3.016 metros, nada menos do que 21 pilotos ficaram separados por menos de um segundo.
Principal personagem da prova de duas semanas atrás em Cascavel, os pneus estão novamente no centro das atenções no autódromo da pequena Viamão, município localizado na Grande Porto Alegre. “O desgaste está muito acentuado, principalmente dos traseiros e em especial do direito”, afirmou Maluhy, que no oeste paranaense conseguiu completar todas as voltas sem sofrer o estouro que obrigou à troca em vários carros. “Se aparecer um safety car na corrida, é provável que a gente entre nos boxes para a troca”, continuou Maluhy, que não ficou totalmente satisfeito com o resultado inicial na pista permanente de maior velocidade média do calendário. “Virei minha melhor volta na segunda passagem. O carro estava saindo muito de frente”, relatou ao diretor-técnico Maurício Ferreira.
Nos boxes da Medley/Full Time, que já vive a expectativa do teste que Rubens Barrichello realizará em Curitiba no dia 15 de outubro como preparação à estreia na Corrrida do Milhão em dezembro em Interlagos, Xandinho Negrão também manifestou preocupação com o consumo elevado da borracha. E endossou a expectativa de uma parada ao longo da prova. “Quem trocar os pneus vai voltar andando bem mais rápido, porque os tempos vão subir bastante de uma volta para outra”, previu. Xandinho ficou com a sensação de que o 13º lugar no geral não correspondeu ao seu potencial. “Perdi três décimos na minha volta mais rápida porque a aderência na curva 2 não era a ideal”, explicou.
A degradação prematura dos pneus está contrariando a previsão otimista de Ferreira, até então descrente da repetição do drama de Cascavel, que afetou profundamente o resultado da etapa. “O consumo está mesmo sério”, confirmou, apesar das características em tese mais favoráveis do circuito gaúcho e da temperatura da pista bem mais amena – 37 graus no meio da tarde contra os 49 de Cascavel. Equipes e pilotos deverão ser cautelosos no acerto dos carros para os treinos classificatórios deste sábado, já que os 10 primeiros, por força do regulamento, não poderão mexer na altura e na cambagem das rodas depois do qualifying. Um acerto agressivo, que privilegie uma boa posição de largada, poderá ter sérias implicações na corrida.
Texto: Divulgação.
Foto: Miguel Costa Jr./MF2




