O desfecho da primeira edição do Campeonato Brasileiro de Turismo está sub-júdice. Na pista, o vencedor foi Marco Cozzi. Com a vitória no último domingo foi a 159 pontos. A matemática do resultado original da corrida o colocava à frente de Felipe Fraga, sétimo colocado em Interlagos.
Mas depois da bandeirada quadriculada e da cerimônia de pódio, os comissários desportivos impuseram duas punições de acréscimo de 20s ao tempo final de prova a adversários que ficaram entre Cozzi e Fraga.
Era exatamente o que o piloto tocantinense precisava para ser alçado para a quinta posição na prova e consequentemente atingir 160 pontos. O constrangimento foi tamanho que o competidor do carro 80 chegou a declarar em entrevista não estar feliz porque queria que a decisão fosse na pista e não na torre de controle.
A primeira punição imposta pela CBA foi por infração do piloto JV Horto antes mesmo da largada. O competidor do carro 79 foi demovido do quinto lugar que conquistou na pista por “irregularidades na volta de apresentação”.
A segunda punição foi aplicada sobre Gabriel Casagrande, ironicamente por atitude antidesportiva contra Cozzi, seu companheiro na equipe Carlos Alves. “Conversamos depois da prova e ele me disse que não teve maldade. O carro saiu para a grama e destracionou, quando voltou ao traçado me acertou. Mas tanto foi uma disputa limpa que eu consegui permanecer na pista e ganhar a corrida e o título na sequência”, apontou Cozzi.
“Espero agora recuperar na Justiça o título que conquistei na pista e me foi tirado fora dela”, acrescentou o piloto, cuja equipe protestou contra a decisão dos comissários logo após a prova.
Após o indeferimento do protesto na torre de controle, o piloto manifestou imediatamente intenção de recorrer ao STJD. “Confio na Justiça Desportiva para restaurar o resultado de uma corrida muito disputada, mas limpa”, frisou Cozzi.
Fotos: André Santos/Divulgação.




